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Novo piso salarial para professores no Brasil é aprovado e ultrapassará os R$ 5 mil por mês

A formula de como o reajuste é calculado também foi modificada para garantir aumentos reais acima da inflação

Por Júlio Nesi
27/05/2026
Em Geral
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Foto: Reprodução / Pexels

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O Senado Federal aprovou, nesta semana, a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O texto, convertido no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 4/2026, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O aumento representa um acréscimo de 5,4% em relação ao piso anterior, que era de R$ 4.867,77. De acordo com o Governo Federal, o reajuste garante um ganho de 1,5% acima da inflação acumulada, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 3,9%. Caso a fórmula anterior tivesse sido mantida, o reajuste seria de apenas 0,37%.

Quem recebe o benefício?

O piso salarial de R$ 5.130,63 é destinado aos professores da educação básica das redes públicas (municipais, estaduais e do Distrito Federal) que possuam formação de nível médio (modalidade Normal) e cumpram jornada de 40 horas semanais.

A medida assegura que nenhum profissional receba menos do que o valor correspondente à sua formação e ao nível de atuação.

Uma alteração significativa, sugerida pela relatora da proposta, senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil – TO), foi a extensão do direito do piso também aos professores temporários da educação básica, grupo que anteriormente se encontrava em situação de insegurança quanto à remuneração mínima.

Com a aprovação da medida, estados e municípios têm a obrigação de adequar os vencimentos de todos os profissionais que recebem abaixo do novo patamar nacional.

Reajuste e impacto financeiro

A aprovação da MP 1.334/2026 altera definitivamente a fórmula de cálculo dos reajustes anuais futuros do piso. Pela nova regra, o aumento será baseado na soma da variação acumulada do INPC do ano anterior e de 50% da média do crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) dos últimos cinco anos.

Vale reforçar também que o reajuste anual não poderá ser inferior à inflação, garantindo a manutenção do poder de compra, nem superior à variação da receita nominal do Fundeb entre os dois anos anteriores. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) deverá publicar anualmente a memória de cálculo em uma plataforma de dados abertos, a fim de garantir transparência.

De acordo com estimativas apresentadas pela relatora, a implementação integral do novo piso e a mudança na regra de cálculo devem gerar um impacto financeiro de aproximadamente R$ 6,4 bilhões nas contas públicas em 2026. A medida visa enfrentar a redução do interesse pela carreira docente e facilitar a contratação de professores para disciplinas com déficit de profissionais.

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Tags: Direitos TrabalhistasFundebgoverno federalinflaçãoINPCLuiz Inácio Lula da SilvaMECPiso salarialpiso salarial nacionalProfessora Dorinha Seabrareajuste salarialSenado Federal
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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