No ano passado, o governo federal iniciou o Pé-de-Meia, dirigido a jovens estudantes de 14 a 24 anos matriculados no ensino médio e na Educação de Jovens e Adultos (EJA) em escolas públicas.
Os principais objetivos do programa são apoiar os estudos de jovens de baixa renda, combater a evasão escolar e promover a inclusão social.
Os beneficiários recebem, ao longo do ano, incentivos financeiros que podem totalizar até R$ 9.200 por aluno, se cumprirem todos os critérios de frequência e participação.
Estrutura dos incentivos financeiros do Pé-de-Meia
O programa apresenta quatro tipos principais de incentivos: matrícula, frequência, conclusão e Enem.
- Incentivo matrícula: é uma parcela anual de R$ 200, assegurando um suporte inicial aos estudantes que tenham um mínimo de 80% de frequência escolar;
- Incentivo frequência: oferece R$ 1.800, divididos em nove parcelas de R$ 200 ao longo do ano;
- Incentivo conclusão: R$ 1.000 pago após a aprovação em cada ano letivo.
- Incentivo Enem: concede R$ 200 ao aluno que participa dos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio.
Os estudantes que têm direito aos incentivos Conclusão e Enem, que totalizam R$ 1.200, poderão sacar o valor entre 26 de fevereiro e 5 de março de 2026.
Como acessar os benefícios do programa?
Os valores são depositados em contas digitais na Caixa, automaticamente abertas em nome dos alunos elegíveis, portanto, não há necessidade de inscrição. Os beneficiários devem estar registrados no Cadastro Único (CadÚnico) e ter um CPF válido.
Alunos maiores de 18 anos podem movimentar os valores imediatamente, enquanto menores precisam de autorização de seus responsáveis, que pode ser feita pelo aplicativo Caixa Tem ou em uma agência da Caixa.
Perspectivas e expectativas
Implementado em todo o território nacional, o Pé-de-Meia visa favorecer a permanência escolar e promover a igualdade de oportunidades.
Espera-se que em 2026 ele continue contribuindo para reduzir as taxas de abandono escolar e para proporcionar meios efetivos de ascensão profissional futura.
Segundo o Ministério da Educação, novas fases do programa envolverão avaliações contínuas e ajustes baseados em dados coletados ao longo de 2025.




