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Novo golpe: criminosos utilizam faturas para acessar celulares através do WhatsApp

Por Sofia Volpi
29/06/2026
Em Geral
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Foto: Pexels

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Pesquisadores da empresa de cibersegurança Kaspersky identificaram um novo golpe que usa o WhatsApp para instalar malware em dispositivos de funcionários de empresas. Diferente da clonagem ou do Pix falso, o objetivo desta modalidade não é pedir dinheiro diretamente: é assumir o controle total do aparelho da vítima.

O esquema funciona assim: criminosos enviam pelo WhatsApp, a partir de contas de contatos já comprometidos, arquivos que parecem ser faturas ou cobranças pendentes. Como a mensagem chega de um contato conhecido, a chance de abrir o arquivo aumenta.

Os arquivos são enviados em extensão VBScript (.vbs), que executa códigos e comandos no Windows sem precisar de autorização adicional do usuário, apenas com um clique.

Uma vez aberto, o malware dá aos criminosos acesso administrativo remoto ao dispositivo. Com isso, eles conseguem visualizar a tela em tempo real, roubar dados e monitorar as atividades da empresa de forma invisível.

O golpe é mais perigoso que os habituais

Nos golpes mais comuns de WhatsApp, o golpista precisa convencer a vítima a fazer uma transferência, neste caso, uma vez instalado, o malware age em silêncio, sem que a vítima perceba. O alvo principal são profissionais de departamentos financeiros e administrativos, acostumados a receber faturas por aplicativos de mensagem.

“Isso mostra que se trata de uma operação planejada para atingir diversas regiões ao mesmo tempo, o que aponta para uma segmentação regional ampla, especialmente em toda a Europa”, afirmou Fabio Assolini, pesquisador da Kaspersky Brasil.

O golpe foi identificado no Brasil e também em Singapura, Taiwan, Vietnã e Malásia.

Como se proteger

A recomendação da Kaspersky é nunca abrir arquivos com extensões como .vbs, .js ou .bat recebidos por WhatsApp, mesmo que venham de contatos conhecidos. Quando uma fatura ou cobrança chegar por mensagem, a orientação é confirmar a autenticidade por outro canal antes de abrir o arquivo, como uma ligação direta para quem enviou.

Para departamentos de TI, a medida mais eficaz é bloquear essas extensões nos sistemas corporativos. O bloqueio impede que os arquivos sejam executados mesmo que alguém clique por engano.

O contexto é preocupante. Pesquisa do Datafolha realizada em maio de 2026 para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que cerca de 26,3 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros por celular ou internet nos 12 meses anteriores.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Sofia Volpi

Sofia Volpi

Comunicadora, jornalista em formação. Apaixonada por esportes e cultura.

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