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Nova pílula promete reduzir “colesterol ruim” em mais de 60%

O remédio obteve resultados comparáveis ou até melhores que injeções usadas no tratamento de pacientes de alto risco

Por Júlio Nesi
01/04/2026
Em Geral
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Reprodução: Unsplash / danilo.alvesd

Reprodução: Unsplash / danilo.alvesd

Um novo estudo revelou que um medicamento experimental vem dando resultados que rivalizam com as injeções mais potentes usadas no tratamento de pessoas com colesterol alto. O remédio “enlicitide”, criado pela farmacêutica MSD, é uma pílula capaz de reduzir a placa que obstrui artérias de pacientes de alto risco.

De acordo com o estudo, o comprimido cortou o chamado “colesterol ruim” (o chamado LDL) em mais de 64% dos pacientes em que ele foi testado. Esses resultados foram apresentados em um encontro do American College of Cardiology em Nova Orleans, nos Estados Unidos, e também publicados no periódico médico da mesma universidade.

Medicamento superou remédios antigos

O desempenho do enlicitide superou o de comprimidos já consolidados no mercado, como o Zetia e o Nexletol, além da combinação entre os dois. Esse é o terceiro estudo a demonstrar a capacidade do medicamento de reduzir o colesterol em pacientes com histórico de doença cardíaca ou com alto risco de complicações cardiovasculares.

Em um grande ensaio publicado em fevereiro, o remédio reduziu o colesterol em quase 56% a mais do que um placebo ao longo de 24 semanas. Esses resultados foram publicados no New England Journal of Medicine.

Como ele age no organismo?

O enlicitide age inibindo o PCSK9, uma proteína que se liga aos receptores de LDL e impede que eles removam o colesterol ruim do sangue. Esse mesmo mecanismo já é utilizado por medicamentos injetáveis como o Repatha e o Praluent, que chegam a reduzir o LDL em uma faixa entre 60% e 70%.

A grande diferença é que, por ser um comprimido de uso diário, ele pode ser fabricado a um custo menor do que as injeções. Isso tende a tornar o tratamento mais acessível para mais pacientes.

Christopher Kramer, presidente do American College of Cardiology, diz que a chegada de uma opção oral e mais barata deve transformar o cenário do tratamento. “A migração para a via oral e a existência de uma alternativa mais barata provavelmente vão fazer explodir o uso”, declarou.

Quais os benefícios para os pacientes?

Para quem tem risco de doença cardíaca, o objetivo costuma ser manter o LDL abaixo de 70. Porém, estudos recentes apontam que grupos de maior risco se beneficiam mais quando o nível cai abaixo de 55. Na prática, as estatinas sozinhas muitas vezes não conseguem atingir essa meta.

Kramer destaca que os inibidores de PCSK9 são altamente eficazes nesse sentido e que ter uma versão oral representa uma vantagem significativa para os pacientes.

Quando ele chega no mercado?

A MSD planeja solicitar aprovação do medicamento às agências reguladoras ainda neste ano. A empresa foi contemplada por um programa da FDA, agência reguladora dos EUA, voltado a acelerar o acesso a novos medicamentos promissores.

A expectativa é protocolar o pedido no verão americano, com possibilidade de aprovação a partir de setembro. Se aprovado, as vendas do enlicitide podem alcançar US$ 5 bilhões até 2034, segundo estimativa do analista Trung Huynh, do RBC Capital Markets.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: cardiologiacolesteroldoenças cardíacasenlicitideLDLmedicamentoMSDremédiosaúde
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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Reprodução: Unsplash / Hugo Kruip

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