A nova reforma trabalhista proposta pelo governo Javier Milei foi encaminhada à Câmara dos Deputados da Argentina nesta quinta-feira (19), e segue gerando polêmicas no país, inflamando uma grande greve organizada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT).
O movimento teve início a partir da 0h e, de acordo com especialistas, contou com uma adesão enorme, o que acabou afetando diversos segmentos. E isso inclui até mesmo os aeroportos.
Por conta disso, muitos brasileiros que estavam com viagens marcadas para a Argentina foram surpreendidos pelo cancelamento em massa de seus voos, iniciado ainda na quarta-feira (18).
Em nota, o Grupo Latam afirmou que a greve forçou a alteração de suas operações no território argentino, uma vez que os sindicatos que representam os trabalhadores da Intercargo, que é a empresa responsável pelos serviços de rampa em todos os aeroportos do país, apresentaram uma notificação formal de adesão.
Apesar disso, a empresa afirmou que algumas viagens devem ocorrer com alterações. Já a Gol comentou que alguns voos com destino às cidades de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário foram totalmente cancelados.
Greve não parece afetar decisão do governo
Mesmo com os impactos causados pela greve, o presidente Javier Milei segue convicto em garantir a aprovação de sua proposta, que tem como objetivo reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego.
Vale ressaltar inclusive que o texto conseguiu se destacar na Câmara dos Deputados, conquistando 135 votos a favor e 115 contra. Agora, ele será encaminhado novamente ao Senado para que passe por uma nova votação e, por fim, seja aprovado.
O governo de Milei está ciente que o projeto pode influenciar não apenas a greve geral, mas também uma onda de protestos independentes, não chancelados pela CGT. Por conta disso, o Ministério da Segurança da Argentina afirmou, por meio de um comunicado, que forças de segurança estão à postos para lidar com atos de violência.




