Utilizados para proteger pessoas e bens contra ameaças como desastres naturais e bombardeios, principalmente durante conflitos armados, os bunkers ganharam popularidade durante as Guerras Mundiais, servindo de abrigo para soldados.
Vale destacar que a Alemanha ainda abriga diversas fortalezas subterrâneas construídas nessa época, muitas delas idealizadas por Albert Speer, arquiteto-chefe e ministro do Armamento do regime Nazista. Contudo, com o passar dos anos, elas passaram por grandes transformações.
Isso porque os bunkers são comercializados pelo Departamento Federal de Imóveis, e muitos compradores têm ressignificado totalmente estes locais, transformando-os em atrações turísticas e até mesmo em seus lares.
Um exemplo notável é o hochbunker (bunker elevado) em Berlim adquirido pelo colecionador de arte Christian Boros, que transformou parte do edifício em um apartamento de luxo de 470 m² e instalou um museu de arte contemporânea aberto ao público no local.
Apesar disso, ainda é possível observar vestígios do conturbado passado da Alemanha no local, uma vez que Boros preserva intencionalmente alguns buracos causados por tiros durante a Segunda Guerra nas paredes.
Bunkers nazistas chegam a altos valores
Embora tenham se tornado extremamente populares, é importante salientar que os bunkers nazistas podem custar milhões de euros, restringindo sua aquisição àqueles que possuem recursos financeiros suficientes.
Por este motivo, é comum ver que esses espaços são ocupados principalmente por empreendimentos de alto padrão, como o spa do Titanic Chaussee Hotel ou o já citado museu de arte contemporânea de Christian Boros.
Bunkers ainda são um tabu para cidadãos mais velhos
De acordo com o portal Gazeta do Povo, para berlinenses que testemunharam de perto os horrores da guerra e do regime Nazista, revisitar os bunkers permanece uma experiência difícil, mesmo que suas estruturas tenham sido completamente transformadas.
Inclusive, a situação é tão crítica que a construção localizada na Rua Wilhelm, onde Adolf Hitler e a cúpula nazista viveram os últimos dias do regime, nem mesmo integra o catálogo de vendas do governo.




