Cientistas da Universidade de Harvard apresentaram uma nova teoria intrigante sobre a extinção dos dinossauros.
Publicado em 2021 na revista Scientific Reports, o estudo sugere que um cometa, não um asteroide, causou o evento cataclísmico que eliminou os dinossauros há cerca de 66 milhões de anos.
Esse cometa, originado na Nuvem de Oort, teria sido desviado pela gravidade de Júpiter e fragmentado ao se aproximar do Sol, resultando em um impacto devastador que formou a cratera de Chicxulub, no México.
O papel de Júpiter na trajetória dos cometas
De acordo com os pesquisadores, Júpiter, devido à sua poderosa influência gravitacional, pode ter redirecionado o cometa em direção à Terra.
Atuando como uma espécie de “máquina de pinball”, o planeta gigante teria feito com que o cometa se aproximasse do Sol, onde as forças gravitacionais solares poderiam tê-lo despedaçado.
Fragmentos desses cometas, então, tiveram maior probabilidade de atingir a Terra, gerando eventos catastróficos que explicam as características encontradas na cratera de Chicxulub.
Os vestígios de materiais na cratera, datando do início do sistema solar, reforçam a possibilidade de um impacto provocado por cometas.
Polêmica em torno da nova teoria
Apesar da novidade, essa teoria enfrenta resistência. A hipótese tradicional, surgida décadas atrás, associava a cratera de Chicxulub à presença de irídio, raro na Terra, mas comum em asteroides.
Os defensores da nova teoria questionam essa concentração de irídio, sugerindo que pode ter havido menor presença desse elemento do que anteriormente estimado.
Cresce a ideia de que cometas, carregando uma composição primitiva e menos comuns, podem ter sido os verdadeiros responsáveis.




