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Médicos têm menos acesso aos dados de smartwatches do que os usuários imaginam

Por Sofia Volpi
21/06/2026
Em Geral
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Foto: Divulgação/Apple

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Uma pesquisa liderada pela cientista brasileira Aline Pedroso, da Yale, revelou que apenas 19,2% dos usuários de smartwatches e relacionados compartilharam informações de saúde com médicos em 2024.

O número chama atenção, no mesmo estudo, 73,4% disseram ter interesse em compartilhar esses dados com profissionais de saúde. Ou seja, a maioria quer, mas não faz por onde.

A pesquisa analisou dados de 17.395 participantes do Health Information National Trends Survey, estudo populacional patrocinado por institutos de saúde dos Estados Unidos desde 2003.

O levantamento acompanhou o uso destes dispositivos entre 2020 e 2024, período em que a adoção cresceu de 30,2% para 41% da população americana.

Por que os dados não chegam ao médico

Segundo o estudo, os dois principais obstáculos são a falta de integração dos apps de saúde com os sistemas hospitalares e a ausência de padronização entre as plataformas.

Um Apple Watch, por exemplo, armazena dados no app Saúde do iPhone, mas esse arquivo não se conecta automaticamente ao prontuário eletrônico do paciente no hospital.

A frequência cardíaca medida por um Samsung Galaxy Watch e por um Garmin podem seguir algoritmos distintos, o que dificulta que um médico compare ou valide as informações com segurança clínica.

No Brasil, o mercado de wearables cresceu 34% em 2024, segundo dados da IDC Brasil. A projeção é que mais de 18 milhões de smartwatches estejam em uso no país em 2026.

O que os médicos recomendam

A orientação geral entre cardiologistas e clínicos gerais é simples: leve os dados para a consulta, mas não faça diagnóstico por conta própria.

Valores fora do padrão detectados pelo relógio pedem avaliação médica, não uma busca no Google, wearables são ferramentas de monitoramento, não de diagnóstico.

Enquanto a integração entre apps e prontuários não avança, a alternativa mais prática é exportar o relatório do aplicativo e levar impresso ou salvo no celular para a próxima consulta.

A maioria dos apps de saúde, incluindo o app Saúde da Apple e o Samsung Health, já permite gerar esse tipo de arquivo.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Sofia Volpi

Sofia Volpi

Comunicadora, jornalista em formação. Apaixonada por esportes e cultura, Redatora.

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