Em um cenário cada vez mais desafiador para a segurança pública, a cidade do Rio de Janeiro (RJ) contabilizou um total de 4.473 roubos em coletivos em 2024, de acordo com o Mapa do Crime.
Desses, uma expressiva parcela de 40,9% ocorreu em apenas dez bairros da cidade, destacando a magnitude do problema.
Os bairros cariocas mais afetados, segundo o Mapa do Crime
De acordo com o Mapa do Crime, o bairro da Pavuna, na Zona Norte, lidera com 419 ocorrências, tornando-se o local mais perigoso para passageiros de ônibus.
Bonsucesso, Caju, São Cristóvão, Bangu e Maré estão entre os bairros ao longo da Avenida Brasil e destacam-se pela alta incidência de crimes em coletivos. A facilidade de fuga proporcionada pela avenida é um fator que atrai criminosos para essas rotas.
Além dos problemas na Avenida Brasil, Maracanã e Cidade Nova são outros pontos críticos. No Maracanã, o número de roubos em ônibus mais que triplicou em comparação ao ano anterior. A densidade de circulação de coletivos é um atrativo adicional para os criminosos.

A proximidade com favelas como o Complexo da Maré e Caju agrava a situação. Estas áreas apresentam acessos rápidos para criminosos após os assaltos, facilitando sua fuga e tornando a ação policial mais difícil.
A relação entre o tráfico de drogas e a atividade criminal na área aumenta a tensão e a frequência dos delitos registrados.
Impacto na rotina dos cariocas
O impacto desses assaltos na rotina diária dos moradores é significativo. Relatos de passageiros destacam situações de arrastões e ameaças dentro de ônibus, criando um ambiente de medo constante.
Este clima de insegurança afeta diretamente a utilização dos transportes públicos, reduzindo o número de usuários e impactando a operação regular das linhas de ônibus na cidade.
Muitos passageiros alteram suas rotinas para mitigar riscos, evitando horários de pico ou optando por aparelhos celulares mais baratos para não chamar a atenção dos assaltantes.
Medidas como a antecipação de patrulhas, instalação de câmeras de segurança e colaboração entre poder público e a comunidade podem ser caminhos para melhorar essa situação.




