Por conta de sua extensa quantidade de biomas, o Brasil é considerado o país com a maior biodiversidade do mundo, abrigando as mais variadas espécies de criaturas em seu território, incluindo até mesmo animais ameaçados de extinção.
E é justamente neste infame grupo que se enquadra o preá-de-Moleques-do-Sul (Cavia intermedia), que por conta do baixo número estimado de adultos remanescentes, se consolidou como o mamífero mais raro do mundo.
Vale destacar que o espaço em que estas criaturas vivem no Brasil é bastante limitado, considerando que trata-se de uma ilha de pouco mais de 10 hectares situada a cerca de 8 quilômetros da costa de Florianópolis, em Santa Catarina.
Além de viver de forma isolada, a população de preás-de-Moleques-do-Sul também é extremamente reduzida, ficando entre 40 e 60 indivíduos, a depender das condições climáticas e ambientais e disponibilidade de alimento.
Por conta disso, entidades como o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina ressaltam que a criatura figura em uma posição de destaque entre os mamíferos mais ameaçados do mundo, apontando assim a importância de ampliar sua preservação.
Criação de parque foi essencial para sobrevivência de mamífero
É importante lembrar que o arquipélago em que o preá-de-Moleques-do-Sul vive fica no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, que foi fundado em meados de 1970, alguns anos antes da descoberta da espécie.
E a construção foi crucial para garantir a sobrevivência do mamífero, já que desta forma, a área permaneceu praticamente intocada. Contudo, hoje em dia, já existem planos de ação específicos para reforçar a proteção do preá-de-Moleques-do-Sul.
Além de ser protegida pela Polícia Militar Ambiental, Marinha e pelo já citado Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, a ilha onde a criatura vive é classificada como zona intangível e só pode ser acessada por pesquisadores autorizados e servidores de órgãos ambientais.




