O goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, está de volta à prisão após a Justiça do Rio de Janeiro revogar sua liberdade condicional.
Em fevereiro, Bruno violou as condições impostas ao viajar para o Acre (AM) sem autorização, para participar de uma partida de futebol pela Copa do Brasil defendendo o clube Vasco-AC. Essa ação foi suficiente para anular o benefício concedido anteriormente.
Decisão judicial e implicações legais
A decisão foi tomada pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro no início de março. O juiz Rafael Estrela Nóbrega destacou que a saída do atleta sem permissão caracterizou um descumprimento flagrante das condições de sua liberdade condicional.
Com isso, Bruno deve agora cumprir pena em regime semiaberto. Nesta modalidade, ele poderá trabalhar durante o dia, mas deve se recolher a uma unidade prisional à noite.
O Ministério Público havia solicitado que Bruno retornasse ao regime fechado devido a diversas violações, incluindo o não cumprimento do recolhimento domiciliar noturno. Contudo, a Justiça optou por manter o atleta apenas sob regime semiaberto, anulando o livramento condicional.
Histórico criminal e condenações do goleiro Bruno
Bruno foi condenado em 2013 a 23 anos de prisão pelo homicídio de Eliza Samudio, além de sequestro e ocultação de cadáver. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.
Após passar para o regime semiaberto em 2019, ele obteve liberdade condicional em janeiro deste ano, até romper as condições estipuladas pela Justiça ao deixar o estado do Rio de Janeiro.
Participação em jogos
A exibição nos gramados e a presença pública reacenderam debates sobre a reintegração de detentos condenados por crimes de grande repercussão.
Bruno, um ex-destaque do futebol brasileiro, principalmente pela sua atuação no Flamengo, já havia tentado retomar sua carreira no esporte mesmo sob rigorosas condições judiciais.
No entanto, a decisão de revogar seu livramento condicional prejudica ainda mais sua imagem pública e seus esforços para reintegração.





