Confira a história do homem que roubou R$ 4 milhões. Embora possam parecer operações complexas, especialmente por serem realizadas em pleno ar, os sequestros aéreos já foram relativamente comuns. E um dos casos mais notórios ocorreu nos Estados Unidos na década de 70.
Em meados de 1971, um homem misterioso, utilizando trajes sociais e óculos escuros, embarcou em um voo de Portland para Seattle da companhia aérea Northwest Orient Airlines, levando consigo apenas uma maleta.
Durante o trajeto, ele revelou estar carregando uma bomba, e com isso anunciou o sequestro da aeronave, passando a exigir US$ 200 mil em dinheiro vivo (equivalente a mais de US$ 1 milhões na cotação atual) para liberar os reféns.
Além disso, o homem, identificado apenas como D.B. Cooper, também solicitou quatro paraquedas, e depois de fazer o avião mudar seu curso para o México, saltou antes de chegar ao destino e simplesmente desapareceu.
Apesar da dedicação das autoridades na busca pelo sequestrador, nenhuma pista concreta foi encontrada. E mesmo insistindo que o homem pode ter morrido durante o salto, o Departamento Federal de Investigação (FBI) ainda mantém o caso em aberto.
Homem misterioso pode ser veterano do Exército
No ano seguinte ao ocorrido, o ex-militar Richard McCoy Jr. utilizou um modus operandi muito semelhante ao de D.B. Cooper para sequestrar o voo 855 da United Airlines, embora tenha deixado digitais e registros que permitiram sua captura pouco tempo depois.
Ainda assim, por muito tempo, muitas pessoas, incluindo agentes do FBI, passaram a acreditar que McCoy seria o homem misterioso que praticou o famoso assalto em 1971, mesmo com o órgão descartando a possibilidade.
Porém, em 2024, as suspeitas sobre essa possibilidade ressurgiram, quando os filhos do veterano, Chanté e Rick McCoy III, afirmaram que o paraquedas encontrado na casa de seu pai seria o mesmo utilizado no famoso sequestro.
O objeto agora está em posse das autoridades, que também pretendem exumar o corpo de McCoy, que morreu em 1974 em um tiroteio com agentes do FBI para realizar novas análises de DNA.




