Mick Meaney, trabalhador irlandês da construção civil, foi enterrado vivo em 21 de fevereiro de 1968, em Kilburn, Londres. Ele permaneceu 61 dias debaixo da terra, buscando quebrar um recorde.
A ideia, nascida de um acidente de trabalho, buscava não só fama, mas também melhores condições financeiras para sua família. Com a ajuda de Michael “Butty” Sugrue, promotor de eventos, Mick iniciou essa tentativa extrema.
A jornada de Mick Meaney
A busca de Mick pelo recorde começou após um acidente laboral que o deixou soterrado em um túnel. Decidido a superar o feito anterior de 55 dias de Bill White, artista de enterro americano, Mick começou sua preparação.
Ele contou com Sugrue para planejar o evento, que montou um caixão especial, que incluía tubos que garantiam ventilação, fornecimento de alimentos e comunicação externa.
Equipado com o necessário para sobreviver meses sob o solo, Mick focava na quebra do recorde. Relatos sobre seu progresso eram frequentes na mídia até que eventos significativos, como a Guerra do Vietnã e o assassinato de Martin Luther King Jr., desviaram os holofotes.
Da visibilidade inicial ao esquecimento
Apesar do entusiasmo inicial, a cobertura midiática diminuiu por conta de acontecimentos globais. Contudo, Sugrue organizou um evento marcante para o retorno de Mick à superfície.
Em 22 de abril, após completar 61 dias enterrado, ele reapareceu diante de uma plateia de jornalistas. A vitória pessoal simbolizava não apenas um feito único, mas também a realização de um sonho.
O não reconhecimento do recorde pelo Guinness
As expectativas de fama e fortuna para Mick ficaram aquém do imaginado. Mesmo superando o recorde, o Guinness World Records não reconheceu oficialmente o feito devido à ausência de representantes durante o evento.
Em seguida, Emma Smith, ex-monja, bateu sua marca ao permanecer 101 dias enterrada, diluindo ainda mais a façanha de Mick. Mesmo sem o aval do Guinness, Mick continua sendo uma lenda local, sendo lembrado por sua determinação.




