Um projeto, idealizado por pesquisadores da Escola Médica da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, promete revolucionar as pesquisas por medicamentos para o tratamento de doenças como Parkinson e Alzheimer.
Trata-se de um modelo de inteligência artificial chamado PDGrapher, que é capaz de identificar múltiplos fatores que causam doenças e indicar genes que podem devolver às células suas funções saudáveis.
Por conta disso, a novidade tem potencial para superar métodos tradicionais, nos quais proteínas ou medicamentos são testados individualmente na tentativa de identificar terapias eficazes.
Para obter os resultados desejados, o modelo foi treinado utilizando conjuntos de dados de células cancerígenas pré e pós-tratamento, para assim determinar quais genes poderiam restaurar o estado saudável das células.
Posteriormente, a IA foi testada com múltiplos conjuntos de dados, prevendo com precisão alvos de fármacos conhecidos e identificando novos candidatos com evidências de apoio.
Atualmente, a equipe aprofunda as pesquisas sobre doenças cerebrais em parceria com o Hospital Geral de Massachusetts, com a expectativa de que resultados favoráveis sejam anunciados em breve.
Sucesso de projeto de Harvard está sob ameaça
Apesar dos resultados promissores, o projeto da equipe de Harvard corre risco de suspensão, pois, assim como diversos outros trabalhos da universidade, depende de financiamento federal.
Vale lembrar que, recentemente, o governo Trump ordenou o congelamento de cerca de US$ 2,2 bilhões em recursos para a instituição depois que esta se recusou a cumprir ordens da Casa Branca.
A medida foi recentemente definida como ilegal pela juíza federal Allison Burroughs, mas ainda há probabilidade da decisão ser questionada em instâncias superiores pela gestão Trump. Portanto, o risco ainda não foi totalmente descartado.
“Na Faculdade de Medicina de Harvard, o futuro de iniciativas como esta — realizadas a serviço da humanidade — está agora em jogo devido à decisão do governo de rescindir um grande número de bolsas e contratos financiados pelo governo federal em toda a Universidade Harvard”, disse a autora sênior do estudo com IA, Marinka Zitnik.




