Após a divulgação de seu vídeo abordando a adultização de crianças, o youtuber Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca, começou a receber diversas ameaças e se tornou alvo de ataques cibernéticos.
Inclusive, nesta terça-feira (16), autoridades prenderam um hacker de 26 anos acusado de vender informações sigilosas, incluindo os dados de Felca, que foram repassados a um homem que o ameaçou.
De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o rapaz, que foi preso em Pernambuco, era conhecido entre criminosos como “a fonte”, e tinha acesso a diversos sistemas do poder público.
Os dados extraídos eram destinados a plataformas ilegais, utilizadas por organizações criminosas para a prática de fraudes, extorsões e ameaças, conforme evidenciado no caso de Felca.
Vale destacar que, além da prisão do hacker em Pernambuco, a atual fase da chamada “operação Medici Umbra” resultou em outras duas prisões preventivas: uma no Rio Grande do Norte e outra em São Paulo.
Ameaças contra Felca: homem acusado de ameaçar youtuber foi preso em agosto
No mês passado, as autoridades prenderam em Olinda um homem chamado Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, que foi acusado de ser um dos responsáveis pelas ameaças a Felca.
Contudo, vale ressaltar que o criminoso vinha sendo monitorado desde o fim de 2024, uma vez que ele também foi identificado como líder de um grupo que explorava menores de idade em transmissões ao vivo.
Basicamente, a quadrilha usava chantagem para forçar vítimas a humilhações e automutilação, caracterizando o crime que as autoridades classificam como estupro virtual.
Efeito Felca: iniciativa de youtuber estimulou reforço na legislação
Apesar das adversidades, o vídeo de Felca trouxe também impactos positivos, incluindo a aprovação de um novo projeto de lei no Congresso Nacional que combate a “adultização” nas redes, conhecido como “ECA Digital”.
A proposta recebeu sinal verde no final de agosto, influenciada pela repercussão do vídeo do youtuber, e será sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (17).
A nova lei institui normas voltadas ao combate da adultização infantil no contexto digital, abrangendo redes sociais, websites, programas e aplicativos, jogos eletrônicos e plataformas específicas.




