Nesta sexta-feira (08), o mundo marca 81 anos do chamado “Dia da Vitória na Europa“, conhecido como “V-E Day” (Victory in Europe Day). Foi em 8 de maio de 1945 que as forças aliadas formalizaram a derrota do Eixo no continente europeu, encerrando anos de guerra e destruição. O Brasil teve participação direta nesse capítulo da história por meio da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Vale lembrar que a data varia conforme o fuso horário: enquanto a maior parte do mundo comemora no dia 8, a Rússia marca a celebração no dia 9 de maio. E vale lembrar que a Segunda Guerra Mundial, ainda que encerrada na Europa, ainda seguia em curso com o Japão na Ásia, onde só terminaria em 2 de setembro de 1945, depois do bombardeio atômico sobre Hiroshima e Nagasaki.
O que os pracinhas fizeram na Itália?
A FEB atuou no Teatro de Operações do Mediterrâneo e desempenhou um papel decisivo na fase final da guerra. A partir de fevereiro de 1945, os brasileiros encadearam uma série de vitórias que culminaram na rendição em Colecchio-Fornovo, onde quase 15 mil soldados inimigos se entregaram aos pracinhas.
O avanço da FEB também contribuiu para libertar cidades do norte da Itália do domínio nazifascista, entre elas Piacenza, Cremona, Milão e Turim. A Ofensiva da Primavera terminou oficialmente com a libertação de Susa, em 2 de maio.
Dois dias depois, a rendição no Teatro do Mediterrâneo foi assinada. Em 7 de maio, a capitulação incondicional da Alemanha foi firmada em Reims, na França, e em Caserta, na Itália. Um dia depois, o mundo celebrou o V-E Day.
O colapso do Reich e o fim de Hitler
Enquanto os brasileiros avançavam pelo norte da Itália, Berlim já estava em colapso. Adolf Hitler cometeu suicídio em seu bunker em 30 de abril de 1945, diante da iminência de ser capturado pelas tropas soviéticas.
O cargo de chanceler passou por Joseph Goebbels e depois pelo Almirante Karl Dönitz, que assumiu o controle do que restava do Terceiro Reich por 23 dias antes da rendição final.
O preço da vitória
Nem todos os soldados brasileiros voltaram para casa. Quase 500 soldados morreram em combate e ficaram sepultados em Pistóia, na Itália, até o início da década de 1960, quando seus restos mortais foram trazidos ao Brasil.
O destino final foi o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, construído especificamente para abrigar os soldados que tombaram no cumprimento do dever.
O retorno e o legado
Os que voltaram foram recebidos com uma celebração histórica nas avenidas do Rio de Janeiro, então capital do país. O impacto da participação na guerra foi sentido além das homenagens: a experiência em combate modernizou o Exército Brasileiro.





