O Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$1,7 bilhão para adquirir 1,8 milhão de doses da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR).
Com isso, o governo pretende combater o aumento no número de casos de bronquiolite e pneumonia causada pelo VSR em recém-nascidos. A distribuição do primeiro lote, com 673 mil doses, está programada para ocorrer ainda neste ano.
Proteção para gestantes e recém-nascidos
O foco da campanha de vacinação são gestantes a partir da 28ª semana de gestação. Essa estratégia visa proteger diretamente os bebês ao nascer, evitando hospitalizações.
A vacina passou a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação da Gestante e pode ser aplicada juntamente com outros imunizantes, reforçando a proteção neonatal.
Estima-se que uma em cada cinco crianças infectadas necessite de atendimento ambulatorial, e uma em cada 50 crianças precise ser hospitalizada no primeiro ano de vida. Prematuros são mais vulneráveis, apresentando taxas de mortalidade consideravelmente maiores.
Impacto e estatísticas recentes
Os dados de 2025 revelam que até meados de novembro foram registrados 43,1 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) devido ao VSR.
Desse total, mais de 35,5 mil casos envolveram crianças menores de dois anos, representando uma expressiva parcela de internações relacionadas ao vírus.
A expectativa é que a introdução da vacina evite 28 mil internações anuais e proteja cerca de dois milhões de bebês nascidos vivos.
Perspectivas e ações futuras
O Ministério da Saúde planeja a aquisição de mais 4,2 milhões de doses até 2027, ampliando a cobertura vacinal em todo o país.
Graças a um acordo de transferência de tecnologia com o Instituto Butantan, o Brasil começará a produzir o imunizante, o que viabiliza sua oferta no Sistema Único de Saúde (SUS) a um custo mais acessível em comparação à rede privada, onde a vacina pode custar até R$1,5 mil. A meta é vacinar 80% do público-alvo.




