Usuários do Gmail, o serviço de e-mail da Google, foram pegos de surpresa com a revelação de um recente vazamento massivo de dados que expôs informações milhões de contas, incluindo senhas e endereços de e-mail de diversos provedores.
De acordo com o especialista em cibersegurança australiano Troy Hunt, que também é o criador do site Have I Been Pwned, dados de 183 milhões de usuários teriam sido comprometidos, resultando em cerca de 3,5 terabytes de informações vazadas.
Em entrevista ao portal Daily Mail, Hunt revelou que a base de dados exposta envolve credenciais de diversos serviços online, como Gmail, Yahoo, Outlook e outros provedores populares.
Além disso, o especialista ainda alertou que usuários que utilizam a mesma senha em diferentes serviços, como Amazon, Netflix e eBay, também podem ter tido suas informações comprometidas.
A investigação do caso apontou que o megavazamento teria ocorrido originalmente em abril deste ano. No entanto, as informações só vieram a público agora, após o cruzamento de bases de dados revelar a dimensão real do incidente.
Como confirmar se a conta do Google foi afetada?
Por meio do próprio Have I Been Pwned, os usuários podem verificar se suas credenciais foram expostas nos recentes vazamentos de dados do Google. Para isso, basta inserir o endereço de e-mail na barra de pesquisa disponível na página inicial do serviço.
O serviço é gratuito e, de forma imediata, não só confirma se as informações do usuário foram vazadas, como ainda revela quais serviços ou aplicativos relacionados ao Google foram os responsáveis pelo vazamento.
Como proteger a conta Google de vazamentos
Caso o e-mail apareça entre os comprometidos, o primeiro passo para restaurar a segurança é alterar imediatamente a senha, criando uma nova combinação mais forte, única e difícil de ser descoberta.
Também é recomendável verificar se há dispositivos suspeitos logados na conta do Google. Para isso, basta acessar a aba “Seus dispositivos” nas configurações do servidor e remover acessos desconhecidos.
Por fim, ativar a autenticação de dois fatores (2FA) pode ser fundamental para adicionar uma camada extra de segurança, e assim evitar que casos como este voltem a acontecer.




