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Um estudo genético em golden retrievers detecta genes ligados a emoções também em humanos

O estudo permite que os cientistas possam estudar melhor as relações entre humanos e os peludos

Por Júlio Nesi
21/04/2026
Em Geral
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Os nossos amigos peludos estão muito mais ligados a nós do que parece.

Reprodução: Unsplash / Richard Burlton

Os nossos amigos peludos estão muito mais ligados a nós do que parece. Reprodução: Unsplash / Richard Burlton

A ligação entre humanos e cães vai muito além dos milhares de anos de convivência. Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Cambridge revelou algo que surpreende até quem já considera cachorros como membros da família: golden retrievers e humanos compartilham raízes genéticas relacionadas ao comportamento e à saúde emocional.

O estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), é considerado o mais detalhado já realizado com a raça. Os pesquisadores analisaram o DNA de 1.343 golden retrievers adultos, com idades entre três e sete anos, todos participantes do Golden Retriever Lifetime Study, um projeto de longo prazo conduzido pela Morris Animal Foundation desde 2012.

O que foi revelado?

O principal achado do estudo foi que vários genes associados ao comportamento de cachorros da raça golden retriever também estão relacionados a traços psicológicos e cognitivos em pessoas.

O gene PTPN1, ligado à agressividade direcionada a outros cães nos golden retrievers, aparece em estudos humanos conectado à inteligência, ao desempenho acadêmico e a certos transtornos depressivos. Já o ROMO1, associado à capacidade de aprendizagem nos cães, foi vinculado em humanos à inteligência, à sensibilidade emocional e a mudanças de humor.

O estudo também identificou genes associados ao que os pesquisadores chamam de “medo não-social”, ou seja, o temor a estímulos do ambiente sem interação com outros indivíduos, como barulho de aspiradores ou caminhões. Em humanos, variantes genéticas relacionadas a esse traço aparecem associadas à sensibilidade emocional, à irritabilidade e à tendência à ansiedade.

Os genes influenciam, mas não determinam o comportamento

A pesquisadora Eleanor Raffan, veterinária e professora da Universidade de Cambridge que liderou parte do estudo, destacou que os achados oferecem evidências de que humanos e golden retrievers compartilham bases genéticas para o comportamento. Para ela, os genes identificados frequentemente influenciam estados emocionais e comportamentos nas duas espécies.

Enoch Alex, primeiro autor do estudo e doutorando em fisiologia e neurociência da Cambridge, reforçou que a genética influencia o comportamento, tornando alguns cães mais propensos a perceber o mundo como um lugar estressante.

Os próprios pesquisadores sublinham que os genes identificados não provocam diretamente um comportamento concreto. Eles influenciam processos biológicos mais amplos, como a regulação emocional e a forma como o cérebro processa determinadas situações.

O que muda com esse estudo?

Esse trabalho abre uma janela para algo que já vem sendo cogitado por alguns cientistas: os cães podem servir como modelos para estudar aspectos da saúde mental humana. Diferente dos animais de laboratório tradicionais, eles compartilham com as pessoas o ambiente doméstico, a vida urbana e muitas das pressões do estilo de vida contemporâneo.

Além disso, estudar a genética do comportamento canino pode trazer pistas sobre os mecanismos biológicos que influenciam emoções e alguns transtornos psicológicos. Para os autores, reconhecer que certos comportamentos têm base biológica também favorece abordagens de adestramento mais adaptadas a cada animal.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: cachorrocãescomportamentEleanor RaffanEnoch Alexfisiologiageneticagolden retrieverneurociênciapetspsicologiaPTPN1ROMO1Saúde emocionalsaúde mentaltranstornos psicológicos
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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