Golpistas criaram páginas falsas para simular a venda de álbuns e figurinhas da Copa do Mundo de 2026.
Segundo a Kaspersky, empresa global de cibersegurança que atua na detecção de ameaças digitais, criminosos usam o lançamento da coleção como isca para roubar dinheiro e dados de consumidores.
A empresa informou que identificou ao menos 164 sites fraudulentos ligados ao álbum até maio. Além disso, o levantamento aponta crescimento em relação a abril, quando a Kaspersky havia localizado 20 páginas falsas.
As páginas tentam imitar canais oficiais de venda e usam promoções falsas para atrair colecionadores. Em geral, os anúncios oferecem kits com álbum e pacotes de figurinhas por preços abaixo dos praticados no mercado.
Golpe explora busca por descontos
A fraude costuma direcionar o consumidor para pagamentos por Pix, cartão ou boleto. Depois disso, a vítima pode não receber o produto e ainda fornecer dados pessoais a criminosos.
Além disso, sites falsos usam identidade visual parecida com a de lojas conhecidas.
A estratégia aumenta o risco de confusão, principalmente quando o anúncio circula em redes sociais ou aparece como link patrocinado.
A Kaspersky já havia alertado, em abril, que campanhas com grandes eventos esportivos costumam atrair golpes digitais. Portanto, o álbum da Copa entra em um ambiente de alta procura, urgência de compra e forte circulação de links.
Compra exige checagem do canal
A Panini é a empresa responsável pelos álbuns e figurinhas oficiais da Copa do Mundo de 2026. Por isso, consumidores devem priorizar canais oficiais da marca e grandes varejistas reconhecidos.
Além disso, preços muito abaixo do mercado, domínio estranho e pedido de pagamento imediato exigem atenção.
O consumidor também deve conferir se o endereço do site corresponde ao canal oficial antes de inserir dados pessoais.
O golpe com figurinhas mistura apelo emocional, coleção, futebol e senso de oportunidade. Com isso, criminosos aproveitam a pressa de torcedores para criar páginas falsas e simular vendas legítimas.



