Fábio Porchat virou notícia nesta semana por uma “conquista” que ele mesmo celebrou com ironia. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou um projeto que o declara “persona non grata” no estado carioca, e o humorista tratou a decisão como um “troféu”.
“Nunca, nunca pude imaginar que eu fosse conseguir chegar nesse lugar. Deputado chateado comigo! É um negócio que enche meu peito de orgulho”, disse ele em vídeo publicado no Instagram ainda na tarde desta quinta (14).
O projeto e os votos
A proposta foi apresentada por Rodrigo Amorim (PL), presidente da CCJ, e aprovada por quatro votos a dois. Os favoráveis vieram de Alexandre Knoploch (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL). Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD) votaram contra. A matéria segue agora para o plenário da Alerj.
A justificativa apresentada pelos autores incluiu esquetes religiosas do comediante e vídeos em que ele faz sátiras do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Especialmente aos deputados”
Porchat aproveitou o vídeo para montar um discurso de agradecimento no melhor estilo de premiação de cinema. Citou o Porta dos Fundos, o pai, a mãe e, claro, os parlamentares.
“Especialmente a todos os deputados que podiam estar debatendo sobre a segurança pública do Rio. Podiam estar atrás de uma milícia, tentando levar saneamento básico às comunidades… Mas eles estão pensando em mim. Isso não é para qualquer um”, comemorou o comediante.
O humorista também fez uma referência a Sarah Poncio, que votou a favor do projeto: “Recebi voto de gente da família Poncio, uma família que tem uma trajetória linda no Rio de Janeiro.”
Porchat ainda pediu votos para que a proposta passe no plenário e deixou um recado sobre seus planos: “Vou continuar fazendo os vídeos de comédia, sempre. Vou continuar xingando político. Não vou parar.”
O que significa ser uma “persona non grata”?
O termo, em latim, significa literalmente “pessoa não agradável” ou “pessoa não bem-vinda”. Intitular alguém como “persona non grata”, no contexto diplomático, significa declarar que um diplomata ou representante oficial de um país estrangeiro deixa de ser aceito no território do país anfitrião. Ou seja, proibí-lo de permanecer ou visitar o país.
No entanto, no caso de Porchat, a medida tem caráter meramente simbólico e não impõe restrições legais ao artista, que continuará livre para morar, circular e trabalhar no estado do Rio de Janeiro.




