O fotógrafo sul-africano Wim van den Heever capturou em foto uma hiena-marrom nas ruínas de Kolmanskop, uma antiga cidade de mineração de diamantes na Namíbia, na África.
Após 10 anos de preparação, a imagem rendeu a ele o prêmio de Fotógrafo da Vida Selvagem do Ano de 2025, promovido pelo Museu de História Natural de Londres.
Este prêmio é um dos mais respeitados concursos de fotografia do mundo, destacando o trabalho meticuloso que envolve documentar a vida selvagem. O concurso de 2025 registrou mais de 60.636 inscrições vindas de 113 países, estabelecendo um novo recorde.
A perseverança em buscar a foto perfeita
Van den Heever dedicou uma década ao projeto, estudando os hábitos da hiena-marrom, uma das espécies mais raras, com estimadas 4.000 a 10.000 no mundo.
Ele monitorava a cidade fantasma de Kolmanskop para identificar as trilhas deixadas por esses animais solitários e noturnos. Estratégico, utilizou armadilhas fotográficas para garantir o registro.
Van den Heever precisou lidar com os desafios impostos pela aridez do ambiente e a natureza reclusa da espécie. A captura bem-sucedida da hiena foi o fruto de sua paciência e dedicação ao longo dos anos.
Impacto e reconhecimento da foto
A fotografia vencedora de Van den Heever, intitulada “Visitante da Cidade Fantasma“, demonstra a resiliência da vida selvagem em locais abandonados pela civilização.
A composição entre o animal e o cenário em ruínas oferece uma perspectiva única sobre a coexistência entre natureza e estruturas humanas esquecidas.
Novos talentos da fotografia mundial
Além de Van den Heever, o concurso premiou também jovens talentos. O italiano Andrea Dominizi, por exemplo, recebeu o título de Jovem Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano. Sua imagem destacou as consequências da destruição ambiental e a luta das espécies pela sobrevivência.

Fotos como essas são essenciais para promover a discussão sobre a conservação da biodiversidade. Especialistas utilizam-nas para sensibilizar o público e alertar sobre os riscos que ameaçam o equilíbrio ecológico do planeta.
As fotografias vencedoras serão expostas no Museu de História Natural de Londres até julho de 2026, permitindo que um público mais amplo aprecie e reflita sobre suas mensagens.




