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Everest pode não ser mais a montanha mais alta: cientistas descobrem lugares 100 vezes maiores

Por Milena Armando
02/09/2025
Em Geral
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Everest não é mais a montanha mais alta: cientistas descobrem lugares 100 vezes maiores

Foto: Tom Fly/Pexels

Cientistas descobriram gigantescos aglomerados dentro do manto terrestre, desvendando novas informações sobre nossa geologia. 

Conhecidas como Grandes Províncias de Baixa Velocidade Sísmica (LLSVPs), essas estruturas foram localizadas a cerca de 2.900 km abaixo da superfície, abaixo da África e do Oceano Pacífico. 

Publicado recentemente em pesquisas científicas, este achado desafia concepções anteriores sobre a dinâmica interna do nosso planeta, oferecendo um novo olhar sobre sua evolução.

90 vezes maiores que o Everest

As LLSVPs despertam atenção por suas dimensões e longevidade, com estimativas de altura chegando a quase 800 km, cerca de 90 vezes o Monte Everest. 

A idade dessas formações pode exceder meio bilhão de anos, pondo em dúvida a visão do manto como um espaço uniformemente dinâmico. A estrutura antiga e resistente das LLSVPs sugere que algumas partes do manto têm se mantido estáveis por bilhões de anos.

Revisão de teorias geológicas

O manto da Terra era considerado uma camada com material e calor em constante circulação. A descoberta das LLSVPs transforma esta perspectiva, revelando áreas estáveis que não participam deste movimento convectivo. 

A análise sísmica, que observa a propagação de ondas de terremoto, foi fundamental para identificar essas estruturas. 

As ondas desaceleram nessas regiões, indicando uma composição densa e temperaturas elevadas. Além disso, as LLSVPs exibem um baixo amortecimento de ondas sísmicas, sugerindo a presença de grãos minerais maiores.

Decifrando o centro misterioso da Terra

Os detalhes exatos sobre a composição das LLSVPs ainda são desconhecidos. Estas estruturas desafiam a ideia tradicional de que o manto é uniforme e levantam questões sobre a história formativa da Terra. 

As montanhas subterrâneas abaixo da África e do Pacífico podem conter pistas essenciais sobre a evolução geológica do nosso planeta ao longo de eras.

As LLSVPs podem influenciar significativamente a superfície terrestre. Colunas de material quente conhecidas como plumas do manto, que sobem até a superfície, frequentemente se originam nas bordas dessas “ilhas” internas. 

Esses movimentos podem estar associados a fenômenos como o vulcanismo em regiões isoladas e a formação de cadeias montanhosas.

Novas perspectivas para a geologia

As implicações desta descoberta vão além da revisão de teorias geológicas anteriores. O reconhecimento de que partes do manto são estáveis por longos períodos abre possibilidades para revisitar outras características geológicas pouco exploradas. 

A prevalência e o impacto de tais estruturas podem orientar pesquisas futuras sobre atividade tectônica, formação de novas massas de terra e desenvolvimento dos continentes.

O avanço científico depende agora de técnicas aprimoradas que possam oferecer mais insights sobre essas áreas ocultas. Com tecnologias de imagem sísmica evoluindo, há expectativa de revelações adicionais que aprofundarão o conhecimento sobre o complexo interior da Terra.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: descobertaLLSVPsmonte Everest
Milena Armando

Milena Armando

Jornalista, redatora e revisora.

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