O diabetes, doença crônica que afeta a produção e o uso de insulina pelo organismo, segue em crescimento acelerado no mundo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que, até 2030, o número de casos pode dobrar globalmente, um cenário que reforça a necessidade de medidas preventivas, especialmente em países de baixa e média renda, onde se concentra a maior parte dos diagnósticos.
Entre os principais fatores associados ao avanço da doença estão o aumento da obesidade e hábitos alimentares ruins.
Regiões mais afetadas
A incidência do diabetes é mais alta em países em desenvolvimento, onde vivem cerca de 80% das pessoas diagnosticadas. A maior parte dos casos está concentrada na faixa etária entre 45 e 64 anos.
Já o diabetes tipo 1, de origem autoimune e sem formas conhecidas de prevenção, também preocupa especialistas.
A cada ano, novos casos são registrados, com crescimento médio de cerca de 3%, incluindo diagnósticos em crianças e adolescentes.
Aumento entre crianças preocupa especialistas
Os dados sobre o avanço do diabetes tipo 1 em crianças menores de 14 anos acendem um alerta. Além do aumento no número de casos, há crescimento anual de até 6% entre crianças em idade pré-escolar.
Entre os principais sintomas estão aumento da frequência urinária, perda de peso, cansaço excessivo e sede constante.
A identificação precoce desses sinais é fundamental para o controle da doença e para evitar complicações mais graves.
Brasil enfrenta cenário desafiador no combate à doença
No Brasil, a preocupação também cresce. O país ocupa atualmente a sexta posição no ranking mundial de adultos com diabetes, segundo o Atlas Global do Diabetes 2025, e pode avançar ainda mais nos próximos anos.
Diante disso, campanhas de conscientização e monitoramento vêm sendo intensificadas para conter o avanço dos casos no país.
Urgência por ações de prevenção à doença
Especialistas defendem a adoção imediata de estratégias de prevenção, como a promoção de alimentação saudável, incentivo à prática de atividades físicas e combate à obesidade.
Além disso, ampliar o acesso à informação sobre sintomas e fatores de risco é essencial para reduzir diagnósticos tardios e evitar complicações.
Sem ações coordenadas, a tendência é de agravamento de um problema que já é considerado uma das principais crises de saúde pública global.




