Desde o final de 2020, o empresário Elon Musk tem dedicado esforços à expansão da Starlink, um projeto de constelação de satélites que visa fornecer acesso à internet de alta velocidade a locais remotos em todo o mundo.
E graças a um acordo recente firmado entre a SpaceX, empresa de exploração espacial que também pertence ao bilionário, e a EchoStar, que é uma fornecedora global de serviços de satélite, o serviço pode se expandir em breve.
Em comunicado, a EchoStar revelou que a companhia de Musk comprou várias de suas licenças, entre elas os espectros sem fio AWS-4 e H-block, em um negócio avaliado em cerca de US$ 17 bilhões (ou R$ 92 bilhões, aproximadamente).
O acordo prevê um pagamento dividido, sendo US$ 8,5 bilhões em dinheiro e US$ 8,5 bilhões em ações da SpaceX. Além disso, a empresa de Musk ainda se comprometeu a pagar cerca de US$ 2 bilhões em juros sobre a dívida da EchoStar até novembro de 2027.
Vale destacar que a transação ocorreu pouco depois de a SpaceX registrar reclamações junto à Comissão Federal de Comunicações (FCC), numa tentativa de pressionar a Dish Network, subsidiária da EchoStar, a liberar licenças para outras operadoras, como a Starlink.
Ações da EchoStar sobem após acordo com a Starlink
Com a conclusão da venda das licenças à SpaceX, o Deutsche Bank revisou seu preço-alvo para as ações da EchoStar, aumentando-o de US$ 67 para US$ 102, segundo nota divulgada nesta terça-feira (9).
De acordo com os analistas, comandados por Bryan Kraft, a nova avaliação reflete também “uma compensação parcial pela remoção de algumas perdas fiscais relacionadas a essas bandas” (via Investing.com).
O banco destacou ainda que o acordo com a Starlink pode gerar frutos extras, abrindo a possibilidade de monetização adicional do portfólio de espectro da EchoStar, à medida que outras empresas se interessam pelo ativo.




