Uma pesquisa recente aponta que o Alzheimer está entre as principais preocupações de saúde da população brasileira.
Segundo levantamento do Instituto Datafolha, a doença é a segunda mais temida no país, ficando atrás apenas do câncer no ranking de enfermidades que mais causam medo entre os brasileiros.
Os resultados revelam que o temor em relação às doenças graves é alto, principalmente quando há risco de afetar familiares ou pessoas próximas.
Ranking das doenças mais temidas
De acordo com o levantamento, o ranking das enfermidades que mais preocupam os brasileiros é liderado pelo câncer. Em seguida aparecem outras doenças graves ou crônicas:
- Câncer;
- Doença de Alzheimer;
- Aids;
- Doença de Parkinson.
Apesar de ocupar o segundo lugar entre as doenças mais temidas, o Alzheimer é considerado por especialistas uma condição ainda pouco compreendida pela população, especialmente em relação à importância do diagnóstico precoce.
Doença presente no convívio de muitas famílias
O levantamento mostra que a doença já faz parte da realidade de muitas famílias brasileiras. Cerca de quatro em cada dez pessoas afirmam conhecer alguém com Alzheimer, seja um familiar ou amigo próximo.
A pesquisa também aponta que o medo é maior entre mulheres e pessoas com maior nível de escolaridade.
Além disso, o impacto emocional do diagnóstico é significativo, grande parte dos entrevistados afirma que a confirmação da doença provoca medo e ansiedade nos pacientes e em seus familiares.
Diagnóstico tardio ainda é comum
Especialistas ressaltam que o Alzheimer é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva, caracterizada pelo acúmulo de proteínas no cérebro que afetam os neurônios e levam à perda gradual de memória e outras funções cognitivas.
Embora quase todos os entrevistados afirmem que procurariam ajuda diante de sinais como perda de memória ou dificuldade para realizar tarefas cotidianas, 88% reconhecem que, na prática, o atendimento geralmente ocorre quando a doença já está em estágios mais avançados. Esse atraso pode dificultar o tratamento e o manejo da doença.
Crescimento dos casos preocupa especialistas
Dados do Relatório Nacional de Demências indicam que cerca de 1,8 milhão de brasileiros vivem com Alzheimer, e a projeção é de que o número possa chegar a 5,7 milhões até 2050, acompanhando o envelhecimento da população.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de ampliar o debate sobre saúde cerebral, incentivar consultas preventivas e promover mais informação sobre os sinais iniciais da doença, que podem incluir esquecimentos frequentes, confusão mental e dificuldades para planejar atividades do dia a dia.




