Embora fatores como o tabagismo, a obesidade e a exposição a determinados agentes químicos possam influenciar o surgimento de diversos tipos de câncer, uma pesquisa publicada na revista Molecular Cancer fez uma revelação surpreendente.
De acordo com o que foi divulgado, cientistas da Meinig School of Biomedical Engineering, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, podem ter descoberto como diversos tipos da doença surgem e se espalham pelo corpo humano.
O estudo focou no adenocarcinoma ductal do pâncreas, que é uma das formas mais letais da doença, e identificou o receptor biológico ALK7 como responsável pela rápida disseminação das células cancerígenas.
Basicamente, a proteína ativa duas vias conectadas que permitem às células se moverem via transição epitelial-mesenquimal e liberam enzimas capazes de romper fisicamente as paredes vasculares.
“Em outras palavras, o ALK7 dá às células do câncer pancreático tanto o motor para se mover quanto as ferramentas para invadir”, declarou Esak Lee, o autor principal do estudo (via Technology Networks).
Descoberta pode revolucionar tratamentos contra o câncer
Além de finalmente elucidar afirmações anteriores sobre a ação do ALK7, a pesquisa liderada por Lee ainda demonstrou potencial para revolucionar o combate ao câncer.
Isso porque, ao bloquear a proteína em testes de laboratório, cientistas observaram um retardamento significativo da metástase, impedindo assim que a doença se espalhe.
Entretanto, assim como os tratamentos atuais, a possibilidade também demanda urgência, pois ao simular um câncer em estágios mais avançados, os pesquisadores observaram que as células ainda conseguiram se espalhar.
“[…] Se conseguirmos inibir o ALK7 no estágio inicial e mais vulnerável do câncer, poderemos ver melhores resultados para os pacientes”, afirmou Lee.
Embora promissor, o tratamento ainda está em fase inicial e pode levar tempo até chegar à aplicação clínica. Entretanto, especialistas apontam seu potencial como alternativa futura para beneficiar pacientes com alternativas menos invasivas de tratamento.




