A evidência de que dinossauros viveram na Amazônia foi comprovada por pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR), que identificaram pegadas fossilizadas com mais de 100 milhões de anos na Bacia do Tacutu, situada no norte de Roraima.
Esta descoberta representa o primeiro registro desses animais na região amazônica, alterando o panorama paleontológico do Brasil.
As pegadas foram localizadas em Bonfim, durante um mapeamento geológico realizado em 2011, mas só puderam ser confirmadas após 14 anos de estudos rigorosos.
Descoberta paleontológica na Bacia do Tacutu
A Bacia do Tacutu revelou mais de dez pegadas datadas do período jurássico-cretáceo. As análises indicaram a presença de diferentes grupos de dinossauros, como os ágeis velociraptors e o imponente sauropoda, conhecidos por seus longos pescoços e caudas.

As pegadas estavam preservadas em lajedos de arenito, onde o intemperismo não pôde atuar devido ao soterramento que se deu por milhares de anos. Essa proteção natural foi essencial para a conservação dos registros paleontológicos.
Métodos modernos e avanços da pesquisa
Em 2021, a aplicação da fotogrametria, um método que cria modelos 3D detalhados, permitiu mapear com precisão as pegadas e identificar novos afloramentos. Essa tecnologia foi utilizada pela primeira vez na região nesse contexto.
O trabalho liderado por cientistas da UFRR continua a desvendar mistérios pré-históricos, lançando luz sobre a biodiversidade amazônica daquele período. A técnica não só confirmou a existência de pegadas, mas também abriu portas para futuras descobertas na região.
Impacto turístico e desafios em Roraima
A descoberta despertou interesse não apenas na comunidade científica, mas também no setor turístico. A possibilidade de criar um parque geológico em Roraima está sendo considerada, o que pode atrair mais visitantes e entusiastas da paleontologia para a região.
No entanto, a exploração e preservação dos locais de escavação enfrentam desafios, como o acesso restrito a terrenos privados e a necessidade de negociações para prosseguir com as pesquisas.
Ainda assim, a expectativa é alta quanto ao potencial da área para se tornar uma referência nacional e mundial no estudo de dinossauros.
Os pesquisadores continuam a explorar novas áreas em busca de mais pegadas e fósseis, expandindo o conhecimento sobre a diversidade de vida que a Amazônia abrigou em tempos remotos.




