A jornalista chinesa Zhang Zhan, reconhecida por sua cobertura sobre a pandemia de Covid-19 em Wuhan, na China, enfrenta novamente uma condenação severa. Na última sexta-feira (19), Zhang foi sentenciada a mais quatro anos de prisão.
Ela foi originalmente detida em 2020, acusada de “provocar brigas e causar problemas“, após divulgar por meio de vídeos, a situação do surto de Covid-19 em Wuhan utilizando seu celular.
Zhang, que já cumpriu uma sentença de quatro anos, novamente chamou a atenção de grupos de direitos humanos que denunciam sua prisão como tentativa de silenciar críticas.
A nova prisão de Zhang Zhan
Zhang Zhan foi libertada brevemente em maio, mas voltou a ser detida, após continuar expondo problemas sociais na China.
Esta reclusão mais recente usa novamente a acusação de “provocar distúrbios“, comum na repressão a dissidentes. Com 42 anos, Zhang mantém-se uma figura simbólica na luta pela verdade jornalística sob regimes autocráticos.
Os esforços de Zhang para revelar questões delicadas acentuam um padrão preocupante de intolerância e repressão a repórteres independentes na China.
Liberdade de imprensa sob pressão
A sentença de Zhang Zhan destaca questões sobre a liberdade de imprensa na China. O país é conhecido por vigiar a informação e reprimir jornalistas críticos.
A situação de Zhang Zhan chamou a atenção da comunidade internacional, incluindo organizações de direitos humanos como a Repórteres Sem Fronteiras.
Recentemente, uma crescente pressão internacional busca garantir sua liberdade, com várias ONGs destacando as condições inaceitáveis de sua detenção.




