A Colômbia está se preparando para uma transformação em seu ambiente de trabalho. A partir de 2026, o país reduzirá a jornada de trabalho semanal para 42 horas, de acordo com a Lei 2101 de 2021.
Essa medida faz parte de um esforço mais amplo para equilibrar a vida pessoal e profissional dos trabalhadores, sem afetar seus salários ou benefícios.
Atualmente, a carga horária é de 46 horas semanais, e a mudança se aplicará a todas as empresas no país.
Reforma trabalhista colombiana
A redução da jornada de trabalho na Colômbia é uma etapa final da Lei 2101 de 2021, que estabelece uma adaptação gradual sem prejudicar os vencimentos dos trabalhadores.
Estudos internacionais indicam que a diminuição das horas de trabalho pode melhorar a produtividade nas empresas e o bem-estar dos funcionários.
Uma pesquisa do Reino Unido mostrou que 78% dos empregados com semanas de trabalho reduzidas são mais felizes e menos estressados.
Brasil e a busca por reformas trabalhistas
Enquanto a Colômbia avança em sua reforma, o Brasil também está envolvido em discussões sobre a redução da jornada de trabalho.
Propostas como a PEC 8/25 sugerem uma diminuição ainda maior, para 36 horas semanais, com uma semana de trabalho de quatro dias e três dias de descanso.
Nas discussões em plenárias e comissões, argumentos apontam que uma carga horária reduzida pode ser essencial para enfrentar os desafios atuais do mercado de trabalho, promovendo a qualidade de vida e a produtividade.
Cenário global das reformas trabalhistas
A Colômbia não está sozinha na flexibilização de sua legislação trabalhista. O Chile, por exemplo, já iniciou uma redução gradual, passando de 45 para 40 horas semanais até 2028. No México, também há debates para reduzir a jornada máxima de 48 para 40 horas semanais.
Essas iniciativas são observadas de perto por economistas globais, que analisam como tais mudanças podem harmonizar os interesses dos trabalhadores e dos empregadores.
Próximos passos
Até 2026, a reforma na Colômbia será implementada, estabelecendo uma jornada de 42 horas como padrão no país. A eficácia dessa transição dependerá da fiscalização e do comprometimento das empresas em respeitar as novas normas.
Com apoio adequado, espera-se que os trabalhadores colombianos experimentem benefícios em seu desenvolvimento profissional e qualidade de vida, servindo de referência para futuras reformas trabalhistas em toda a América Latina.




