Com o crescente interesse dos brasileiros pelo café, uma questão de saúde surge em relação a algumas versões populares da bebida.
Especialistas alertam que certos tipos de café podem não ser tão inofensivos quanto aparentam e podem afetar a saúde de quem os consome frequentemente.
Os cafés “3 em 1” e bebidas cremosas como lattes levantam preocupações. Mas o que há por trás desses riscos?
Qualidade dos cafés “3 em 1” em questão
Os cafés “3 em 1” combinam café solúvel, açúcar e creme artificial em um único pacote. Esses produtos práticos contêm maior quantidade de açúcar e gorduras hidrogenadas comparado ao café tradicional.
Tais ingredientes adicionam calorias à dieta e estão associados ao aumento do colesterol ruim. O consumo constante pode resultar em problemas de saúde, incluindo condições como a esteatose hepática, causada pelo acúmulo dessas substâncias no organismo.
Bebidas cremosas: alerta calórico
As bebidas cremosas prometem experiências ricas em sabor, mas carregam um custo calórico muitas vezes alto. Lattes e macchiatos adicionam leite integral e açúcar, aumentando as calorias.
Uma xícara de latte pode conter cerca de 103 calorias e 10g de açúcar, uma preocupação para quem deseja manter uma dieta equilibrada.
Essas calorias podem levar ao ganho de peso e aumentar o risco de diabetes tipo 2, além de outras doenças metabólicas.
Frappuccinos e o risco açucarado
Frappuccinos frequentemente surpreendem pelo teor de açúcar elevado. Com até 50g de açúcar por porção, esses produtos excedem a ingestão diária recomendada.
Esse consumo excessivo contribui para obesidade e aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e picos de glicose no sangue.
Café torrefacto
Cafés torrefactos usam a técnica de caramelização com açúcar, criando uma aparência mais escura sem realçar o sabor.
O método gera compostos químicos, como os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs), prejudiciais à saúde e associados a riscos de câncer.
O consumo frequente desses produtos pode resultar em complicações graves à saúde, incluindo problemas respiratórios e imunológicos.
Produtos “café fake” e contaminantes
Em meio às preocupações, surgem também os produtos conhecidos como “café fake”. Esses itens, que muitas vezes utilizam grãos de menor qualidade ou adulterados, contêm impurezas e possivelmente contaminantes como a ocratoxina A. A presença dessa micotoxina, produzida por fungos, representa risco à saúde renal e possibilidade de desenvolvimento de câncer.
Manter a vigilância ao escolher produtos confiáveis e certificações adequadas é fundamental para não comprometer a saúde ao buscar por opções mais econômicas de café.
De acordo com os números recentes de consumo, o café continua sendo amado pelos brasileiros, mas a conscientização sobre os riscos associados a certas práticas e tipos de produtos é essencial.
Escolher cafés de fontes seguras e moderar o consumo de versões mais processadas são passos importantes para manter o prazer da bebida sem comprometer a saúde.




