A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, em 19 de maio de 2026, uma regra para usar recursos de pagamentos adiantados pelo Uso de Bem Público (UBP) na redução das contas de luz.
Segundo a agência, a medida pode aliviar as tarifas em até R$ 5,5 bilhões ainda em 2026 e beneficiar consumidores de 22 distribuidoras.
De onde vem o dinheiro
Os recursos vêm da repactuação de royalties pagos por hidrelétricas à União. Na prática, empresas que exploram usinas podem antecipar pagamentos devidos ao governo.
Com isso, a Aneel direciona os valores para reduzir encargos nas tarifas. A agência informou que o desconto médio pode chegar a 4,51% quando o montante atingir R$ 5,5 bilhões.
Quem deve sentir o alívio
A redução não será igual para todos os consumidores do país. Segundo a Aneel, o percentual efetivo só será conhecido quando os processos tarifários das distribuidoras afetadas forem concluídos.
Além disso, o último processo previsto envolve a Equatorial Piauí, no início de dezembro. Portanto, parte do impacto deve aparecer ao longo dos reajustes tarifários de 2026.
Amazonas Energia terá efeito direto
A medida também reduziu o reajuste da Amazonas Energia. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o índice caiu de 23,15% para 6,58% após a aplicação dos recursos antecipados pelo Uso de Bem Público (UBP).
Esse efeito tem peso porque a conta de luz reúne custos de geração, transmissão, distribuição, encargos e tributos. Assim, qualquer redução em encargos pode conter parte do aumento sentido pelo consumidor.
Desconto depende do calendário
A decisão da Aneel não significa queda imediata em todas as faturas. Cada distribuidora terá o efeito calculado no próprio processo tarifário.
Ainda assim, a medida cria uma fonte extraordinária para aliviar reajustes. Para o consumidor, a orientação é acompanhar os comunicados da distribuidora local e verificar a tarifa aplicada na conta após o reajuste anual.




