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Após títulos do Brasileirão e Libertadores, clube carioca entra com pedido de recuperação judicial

O clube fez o pronunciamento em nota e criticou duramente John Textor, ex-dono da SAF do time

Por Júlio Nesi
15/05/2026
Em Geral
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Foto: Jonas de Carvalho / Flickr

Foto: Jonas de Carvalho / Flickr

O Botafogo protocolou, na noite desta quinta-feira (14), o pedido de recuperação judicial. A medida foi apresentada como necessária para proteger o clube diante de um cenário financeiro considerado grave pela própria direção alvinegra.

A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo já vinha operando sob os efeitos de uma medida cautelar obtida no fim de abril, que havia congelado a execução de parte das dívidas. Com o pedido formal de recuperação, o clube avança para uma nova etapa, sob supervisão judicial e com maior estabilidade jurídica para negociar com credores e investidores.

Segundo a nota divulgada pelo clube, a decisão foi tomada devido a bloqueios, transfer bans impostos pela FIFA, vencimentos antecipados de obrigações financeiras e restrições de caixa que já comprometiam a operação cotidiana. O passivo sujeito à recuperação judicial é de cerca de R$ 1,286 bilhão. A dívida total do clube ultrapassa R$ 2,5 bilhões, incluindo cerca de R$ 400 milhões em dívidas tributárias.

Em assembleia realizada nesta quinta-feira, a SAF Botafogo também nomeou Eduardo Iglesias como novo diretor-geral. Ele assume o lugar de Durcesio Mello, que havia ocupado o cargo em caráter interino após o afastamento de John Textor.

A crise e a responsabilidade de Textor

Na mesma nota, o Botafogo criticou publicamente, pela primeira vez, o ex-dono da SAF. A direção apontou que a gestão de John Textor demonstrou “absoluto descompromisso com a estabilidade financeira e institucional” da companhia. Textor foi afastado da gestão em 23 de abril por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O clube afirmou que mais de R$ 900 milhões deixaram de retornar ao Botafogo dentro da estrutura do Grupo Eagle Football, ao mesmo tempo em que o time ficou sem aportes por mais de um ano. Enquanto isso, outros ativos do grupo, como o Lyon, da França, receberam investimentos de cerca de US$ 90 milhões.

A FIFA e o transfer ban

Um ponto central na decisão de avançar com a recuperação judicial foi justamente a situação com a FIFA. A entidade esclareceu que a medida cautelar anterior não produzia os mesmos efeitos jurídicos que o processamento formal da recuperação. Com isso, o clube entendeu que precisava protocolar o pedido para proteger suas atividades esportivas e evitar punições ainda mais severas.

Confira a nota oficial do Botafogo na íntegra:

“A SAF Botafogo informa que, em continuidade ao processo de reorganização financeira já iniciado com o ajuizamento de medida cautelar, protocolou, na noite desta quinta-feira (14), pedido de Recuperação Judicial como medida necessária para proteger o clube, preservar suas atividades, garantir o cumprimento de suas obrigações e assegurar a continuidade do projeto esportivo do Botafogo.

A decisão foi tomada diante do grave cenário financeiro enfrentado pela companhia, agravado por sucessivos bloqueios, riscos decorrentes de transfer bans impostos no âmbito da FIFA, vencimentos antecipados de obrigações financeiras e severas restrições de caixa que passaram a comprometer a própria operação cotidiana do clube.

Com o ajuizamento da Recuperação Judicial, a SAF Botafogo ingressa em uma nova etapa de reorganização estruturada, com maior estabilidade jurídica e financeira para condução de negociações com credores, investidores e parceiros estratégicos.

A medida também permite o início formal da elaboração e discussão de um plano de Recuperação Judicial, que será submetido aos credores na forma da lei, criando um ambiente de previsibilidade, supervisão judicial e proteção institucional necessário para o reequilíbrio financeiro da companhia.

Além disso, o efetivo pedido de Recuperação Judicial era medida indispensável diante das recentes sanções desportivas sofridas pelo clube, incluindo transfer bans impostos no âmbito da FIFA. A própria FIFA esclareceu que a tutela cautelar anteriormente deferida não produzia os efeitos jurídicos equivalentes ao processamento da Recuperação Judicial, razão pela qual a SAF Botafogo precisou avançar imediatamente para esta nova fase, como forma de proteger suas atividades esportivas, preservar sua competitividade e evitar prejuízos ainda mais severos ao clube.

Nos últimos meses, a SAF Botafogo sofreu forte processo de descapitalização dentro da estrutura do Grupo Eagle. Mais de R$ 900 milhões deixaram de retornar ao Botafogo, ao mesmo tempo em que o clube deixou de receber os aportes e o suporte financeiro necessários para manutenção de suas atividades e competitividade esportiva.

Enquanto outros ativos do grupo receberam investimentos substanciais — incluindo aportes recentes de aproximadamente US$ 90 milhões no Lyon — o Botafogo permaneceu, por mais de um ano, sem qualquer injeção relevante de recursos, mesmo diante de reiterados alertas sobre a deterioração do caixa e os riscos concretos à continuidade operacional da SAF.

A Eagle Football, sua administração e seus representantes diretos tinham pleno conhecimento da gravidade da situação financeira enfrentada pela SAF Botafogo.

Ainda assim, além de não promoverem os aportes e medidas necessários à preservação da companhia, permaneceram como os principais beneficiários da estrutura financeira que retirou recursos relevantes do clube sem a correspondente recomposição de capital ou suporte operacional adequado.

Desde então, a condução adotada pela Eagle Football e por John Textor revelou absoluto descompromisso com a estabilidade financeira e institucional da SAF Botafogo, contribuindo diretamente para o agravamento da crise enfrentada pelo clube e para o cenário de extrema fragilidade que tornou inevitável o ajuizamento da Recuperação Judicial.

A Recuperação Judicial é o instrumento legal utilizado para proteger o clube, reorganizar suas finanças, preservar empregos, honrar compromissos, manter a competitividade esportiva e garantir que o Botafogo continue existindo forte para as próximas gerações.

O objetivo da medida é assegurar estabilidade, transparência e supervisão judicial para que o Botafogo possa reestruturar seu passivo de forma organizada e responsável, protegendo seus atletas, funcionários, credores, parceiros comerciais e, principalmente, sua torcida.”

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Tags: botafogodívidasDurcesio MelloEagle FootballEduardo IglesiasFGVfifaFutebolJohn Textorrecuperação judicialsafTribunal Arbitral
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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