Juiz de Fora, cidade mineira com cerca de 540 mil habitantes, enfrenta um desafio crescente. A ocupação de áreas de risco, principalmente em encostas, tem avançado de maneira preocupante.
Essa situação coloca o município entre as dez cidades brasileiras com maior número de pessoas vivendo em condições vulneráveis.
Em comparação, apenas as grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro apresentam números superiores. Juiz de Fora é a terceira cidade com maior área de urbanização em terrenos acima de 30% de inclinação no país.
Motivos do perigo
Nos últimos anos, a urbanização desordenada intensificou-se nas regiões no município. Dados do MapBiomas mostram que entre 1985 e 2024, a área construída nessas condições aumentou de 547 para 1.256 hectares.
Essa expansão é alimentada por um crescimento populacional constante, que leva muitos a buscarem moradia em áreas menos convencionais devido à falta de opções habitacionais adequadas.
Expansão demográfica e urbanização desordenada
A crescente pressão demográfica em Juiz de Fora levou a uma rápida urbanização de áreas íngremes.
A população local, agora em torno de 540 mil pessoas (segundo o Censo do IBGE 2022), tem uma parcela significativa vivendo em regiões de risco acentuado.
Mais de 20% dos moradores estão em áreas suscetíveis a deslizamentos e enchentes. A necessidade de moradias acessíveis nas proximidades de oportunidades de trabalho e serviços essenciais aumentou a ocupação dessas áreas frágeis.

Impactos das chuvas intensas
Nos últimos dias, eventos climáticos extremos ressaltaram a fragilidade de Juiz de Fora perante desastres naturais.
As intensas chuvas na região da Zona da Mata mineira resultaram em deslizamentos de terra fatais, com 65 óbitos relatados.
Essas ocorrências evidenciam a vulnerabilidade estrutural dessas áreas ocupadas de forma irregular, afetando seriamente infraestrutura e economia local.
Planejamento urbano e medidas preventivas
A complexidade geográfica de Juiz de Fora exige estratégias urbanísticas. É essencial promover iniciativas de habitação social em locais seguros, assim como requalificar áreas abandonadas.
A solução para a crise de moradia em áreas de risco reside em uma abordagem que alie políticas públicas e participação comunitária.
Com bases sólidas, Juiz de Fora pode se tornar referência para outras cidades enfrentando complexidades semelhantes.




