O Rio Grande do Sul deve receber, em breve, uma nova geração de radares com inteligência artificial nas rodovias. Os equipamentos são capazes de identificar infrações cometidas dentro dos veículos, como o uso do celular ao volante e a ausência do cinto de segurança. Quando detectam uma irregularidade, enviam alertas automáticos aos agentes de trânsito.
A informação foi confirmada pelo chefe da Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no estado, Douglas Paveck. Segundo ele, quatro empresas demonstraram interesse em viabilizar a tecnologia por meio de doações de equipamentos.
Como vai funcionar a fiscalização?
O sistema funciona de forma semelhante a um radar comum, mas vai além da leitura de velocidade. As câmeras captam imagens do interior do veículo sob diferentes condições de iluminação e clima, identificando comportamentos irregulares do motorista. Quando uma infração é detectada, fotos e vídeos são encaminhados a uma central.
Com os agentes na central que irá receber as imagens, os policiais poderão se mobilizar mais rápido para avaliação e para que possíveis autos de infração sejam encaminhados ao infrator.
Entre os requisitos técnicos exigidos estão a leitura de placas e a operação em condições adversas, como chuva e baixa luminosidade. Equipamentos com essas características já estão em uso em estados como Espírito Santo e Minas Gerais.
Quando os equipamentos chegam ao estado?
A instalação ainda depende da assinatura do termo de doação entre a PRF e as empresas interessadas. Segundo Paveck, a definição dos locais de instalação dos radares deve ocorrer no prazo de duas a três semanas.
A instalação física dos equipamentos está prevista para ocorrer em até 90 dias após a assinatura do termo, com os primeiros testes planejados para setembro.
A princípio, está previsto pelo menos um ponto de instalação no estado, mas Paveck explica que mais doações poderão ampliar esse número. “Nada impede que sejam feitas mais doações”, afirmou.
Tecnologia como reforço para a segurança nas vias
O projeto faz parte de uma iniciativa nacional da PRF, que abriu um chamamento público para empresas interessadas em doar os equipamentos. A ideia é ampliar a capacidade de fiscalização sem depender exclusivamente de agentes físicos nas estradas.
Os locais exatos de instalação ainda não foram definidos. Essa decisão será tomada após as negociações com as empresas doadoras, considerando os pontos de maior incidência de acidentes e de infrações no estado.




