O glaciar Ventina, na Lombardia, Itália, está em rápida decadência devido às mudanças climáticas. Desde 1895, o Ventina sofreu uma redução significativa em sua extensão, agora monitorado à distância após 130 anos de medições diretas.
O desafio continua à medida que o derretimento aumenta a instabilidade do terreno, levando a deslizamentos de rochas que ameaçam equipamentos de monitoramento, o que obriga o uso de drones e tecnologias de sensoriamento remoto.
Adaptação tecnológica no monitoramento de geleiras
A remota região de Ventina não é a única afetada. As geleiras dos Alpes, como as da Suíça, registraram uma perda de volume de cerca de 4% em 2023 e 6% em 2022, segundo estatísticas recentes.
Essas grandes perdas de volume são resultado de verões extremamente quentes e invernos com menos neve. Esse fenômeno não só altera a composição física dos Alpes, mas também reflete nos limites geopolíticos entre países como Suíça e Itália, que revisaram suas fronteiras nos Alpes devido ao derretimento acelerado.
É neste cenário que a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que acontecerá em Milão-Cortina, deve ser intensificada. O impacto é ainda mais profundo para a indústria do turismo, que depende das condições climáticas estáveis para o sucesso econômico.
Geleiras como indicadores das mudanças climáticas
As geleiras, como a Marmolada, funcionam como barômetros do clima. Estudos mostram que nos últimos 85 anos, elas perderam metade de seu volume, um aviso claro sobre o impacto das ações humanas nos últimos séculos.
As autoridades e comunidades locais buscam estratégias para minimizar o impacto ambiental e assegurar que o legado das geleiras perdure apesar das adversidades climáticas. Até o momento, a proteção ambiental continua a ser um desafio, requerendo ações coordenadas e eficazes




