Devido ao ataque rápido e mortal, as víboras-da-morte (Acanthophis antarcticus) figuram entre as cobras mais perigosas do mundo. No entanto, um espécime examinado recentemente por especialistas australianos pode ser o mais letal já identificado.
Os pesquisadores do Parque Australiano de Répteis revelaram que a serpente, que participa há pelo menos 7 anos do programa de extração de veneno, apresenta uma mutação inédita, possuindo três presas venenosas em vez das duas habituais.
Localizada no lado esquerdo da boca do animal, a presa é plenamente funcional e praticamente capaz de dobrar a quantidade de veneno produzido, o que eleva a letalidade da víbora mutante.
Por conta disso, Billy Collett, gerente do parque, declarou ao portal Live Science que a serpente pode ser reconhecida oficialmente como a mais letal do mundo.
Origem de mutação em cobra é desconhecida
Embora existam algumas hipóteses para explicar o fenômeno, os cientistas ainda não sabem exatamente o que causou a mutação. Contudo, o processo natural de substituição de presas é uma das teorias mais aceitas.
Afinal, as cobras perdem e substituem dentes ao longo da vida. E no caso das víboras-da-morte, presas de reposição se desenvolvem atrás das ativas e assumem sua posição quando uma é perdida.
Ainda que não seja uma conclusão definitiva, os pesquisadores acreditam que o dente substituto pode não ter se movimentado corretamente durante a troca, e acabou ficando preso ao lado dos principais.
“É comum que essas cobras substituam suas presas a cada poucos meses. No entanto, ainda não sabemos exatamente por que essa terceira presa se desenvolveu, e, no momento, não temos os recursos necessários para realizar testes mais detalhados”, disse Collett ao Live Science.
Vale destacar que a situação é extremamente rara, já que não há registros de outras víboras-da-morte com essa mutação. Por isso, os pesquisadores do parque seguirão aprofundando as análises para buscar explicações mais precisas para o caso.




