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Cientistas acabam de encontrar um pedaço da Terra mais antigo que a Lua

Por Milena Armando
17/10/2025
Em Geral
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Cientistas acabam de encontrar um pedaço da Terra mais antigo que a Lua

Foto: Showmetech

Uma equipe de geofísicos anunciou em novembro de 2023, a descoberta de vestígios do planeta Theia, um antigo corpo celestial que colidiu com a Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos. 

Este evento cataclísmico é conhecido como a Hipótese do Impacto Gigante, teoricamente responsável pela formação da Lua. 

Pesquisas recentes sugerem que fragmentos de Theia podem estar localizados a 2.900 km de profundidade no manto da Terra.

Redefinindo a colisão

A teoria original sustentava que a colisão entre Theia e a jovem Terra resultou na ejeção de destroços que formaram a Lua. No entanto, o novo estudo indica que parte do material de Theia se incorporou ao manto terrestre. 

Geofísicos identificaram duas grandes estruturas anômalas, conhecidas como Grandes Províncias de Baixa Velocidade de Cisalhamento (LLVPs), que podem ser remanescentes do núcleo de Theia.

Evidências nas profundezas da Terra

As LLVPs, localizadas sob a África e o Oceano Pacífico, são anomalias sísmicas densas que destacam-se por sua composição química distinta do manto circundante. 

Estes resquícios são candidatos a serem parte do material de Theia que se fundiu ao manto após a colisão. Estes estudos são baseados principalmente em simulações computacionais e análises de dados sísmicos.

As surpresas do manto terrestre

Os cientistas acreditam que a compreensão dessas LLVPs pode lançar luz sobre muitos fenômenos geofísicos até agora enigmáticos. 

Se confirmadas, essas descobertas podem indicar que as LLVPs não são apenas o resultado do crescimento de crostas oceânicas, mas também um legado extraterrestre mantido por bilhões de anos.

Desafios da pesquisa

Apesar das evidências promissoras, os pesquisadores enfrentam o desafio de validar suas teorias sem acesso direto ao manto terrestre. A profundidade extrema das LLVPs impede a coleta direta de amostras. 

A pesquisa depende de modelagem sísmica avançada e simulações digitais para entender as interações pós-impacto entre Theia e a Terra.

Progredindo na exploração científica

À medida que a sismologia e as modelagens computacionais avançam, espera-se que a compreensão sobre os materiais atribuídos a Theia continue a evoluir. 

Futuras investigações poderão confirmar ou desafiar a hipótese atual, proporcionando uma visão mais detalhada da história da Terra.

O estudo gera entusiasmo entre os cientistas pela possibilidade de identificar outros remanescentes de Theia. Ao avançar na exploração de provas científicas, a busca pode  expandir nosso entendimento das origens e evolução do sistema Terra-Lua.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: luaterra
Milena Armando

Milena Armando

Jornalista, redatora e revisora.

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