Cientistas da NASA identificaram uma nova chuva de meteoros associada a um objeto que passa perto da Terra e ainda não foi encontrada diretamente por telescópios.
O achado apareceu em um estudo publicado em março no The Astrophysical Journal, da NASA, que reuniu 282 meteoros com órbita parecida, é possível que todos possam vir do mesmo corpo celeste.
A descoberta não indica risco imediato de impacto. Ainda assim, ela chamou atenção porque sugere a existência de um asteroide “escondido”, possivelmente desintegrado pelo calor do Sol.
Segundo o estudo de Shober, esse tipo de rastro ajuda a revelar populações de objetos próximos da Terra que passam despercebidos pelos métodos tradicionais de observação.
O que os cientistas encontraram
O trabalho analisou milhões de registros feitos por redes de câmeras no Canadá, Japão, Califórnia e Europa.
Os 282 meteoros compartilham uma órbita muito baixa, em outras palavras, o material chega extremamente perto do Sol.
Para os pesquisadores, esse padrão combina com a chamada atividade de “rock-comet”, quando um corpo rochoso perde fragmentos por causa do aquecimento intenso.

Por que a NASA entrou em alerta
O alerta é científico, não emergencial! A preocupação da NASA está no fato de que os meteoros podem denunciar um asteroide próximo da Terra que ainda não foi detectado diretamente.
No estudo o autor afirma que rastros desse tipo revelam populações ocultas de asteroides próximos da Terra.
Além disso, esse conhecimento é tratado como importante para a defesa planetária, porque amplia o mapa de objetos que circulam na vizinhança do planeta.
A origem ainda é desconhecida
Até agora, os pesquisadores não localizaram o corpo principal que gerou a chuva.
Mesmo assim, a análise dos meteoros já permite reconstruir parte da história. O material parece ser moderadamente frágil, mas mais resistente do que os fragmentos deixados por cometas clássicos.
Isso reforça a hipótese de um asteroide rochoso que começou a se despedaçar depois de chegar perto demais do Sol.
O que vem agora
A próxima etapa é encontrar o objeto de origem e para isso, os cientistas apontam como peça-chave a missão NEO Surveyor, da NASA, prevista para 2027.
Para Shober, o telescópio será ideal para procurar asteroides escuros e difíceis de ver, especialmente os que se aproximam muito do Sol.
Se isso acontecer, a nova chuva de meteoros deixará de ser apenas um rastro e passará a ter um corpo identificado.




