Entre as majestosas montanhas do leste da China, uma cidade submersa há mais de 1.300 anos está ganhando destaque: Shicheng, frequentemente chamada de “Atlântida Chinesa“.
Fundada durante a Dinastia Tang, a cidade foi deliberadamente alagada em 1959 para a construção de uma usina hidrelétrica, resultando na criação do Lago Qiandao.
Como Shicheng foi inundada?
A cidade repousa a cerca de 40 metros de profundidade no Lago Qiandao, na província de Zhejiang.
Antes do alagamento, era um centro econômico vibrante, famoso por seus templos e portões das dinastias Ming e Qing. Sua inundação envolveu a realocação de aproximadamente 300 mil pessoas.

Redescoberta
Esquecida por décadas, Shicheng foi redescoberta no início dos anos 2000, quando mergulhadores começaram a explorar suas profundezas.
As estruturas, como fachadas esculpidas e ruas, estão notavelmente preservadas devido à ausência de luz solar e à temperatura constante da água.

Essa conservação oferece uma janela rara para a vida e a arquitetura de épocas passadas.
Por que Shicheng é chamada de “Atlântida Chinesa”?
O apelido “Atlântida Chinesa” refere-se ao fascínio de uma cidade inteira preservada sob água, diferente da lenda grega de Platão.
A comparação não se deve a fenômenos naturais, mas a uma escolha intencional de desenvolvimento, destacando o impacto visual e histórico de uma cidade que permanece quase intacta sob as águas.
Desafios do turismo e preservação
Hoje, Shicheng atrai turistas e arqueólogos do mundo todo. Operadoras de mergulho oferecem visitas guiadas, permitindo uma visão do mundo subaquático.
No entanto, o turismo crescente apresenta desafios de preservação. É fundamental equilibrar o interesse público com a conservação das delicadas estruturas para que Shicheng continue a revelar seus segredos sem sofrer danos.
Futuro de Shicheng
A preservação da cidade depende de medidas para limitar a exploração e garantir a proteção das ruínas. Esforços incluem monitoramento constante e registro digital das estruturas, como fotos em alta resolução e mapeamentos em 3D.
Essas práticas ajudam a documentar este patrimônio cultural e orientam políticas de conservação eficazes.




