Escala em pauta? O governo federal, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, articula a aprovação de mudanças relevantes nas relações de trabalho no Brasil, com a condução do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
A meta é que, até o fim do primeiro semestre de 2026, o Congresso Nacional vote o fim da escala de trabalho 6×1. A proposta apresentada por Boulos prevê a substituição pelo modelo 5×2, sem redução da jornada semanal de 40 horas nem dos salários.
Paralelamente, está em pauta a regulamentação do trabalho por aplicativos, uma área em rápida expansão que necessita de normas adequadas.
Resistências e benefícios da nova escala
A introdução de um dia extra de folga semanal visa melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e oferecer mais tempo para desenvolvimento profissional.
No entanto, a proposta enfrenta resistência de setores empresariais preocupados com um impacto financeiro negativo. A alegação é que a produção possa ser afetada imediatamente, apesar das promessas de produtividade a longo prazo.
O governo acredita que, além do bem-estar dos trabalhadores, a nova escala pode facilitar a formalização do trabalho, ajudando no fortalecimento da Previdência Social.
Regulamentação dos aplicativos: medidas em discussão
O governo prioriza a regulamentação do trabalho por aplicativos. Este setor, que cresceu rapidamente, enfrenta desafios, incluindo taxas altas cobradas por empresas de tecnologia a motoristas e entregadores.
As medidas em debate incluem a definição de uma remuneração mínima, a garantia de direitos previdenciários e maior transparência nos processos adotados pelos aplicativos. A regulamentação busca reduzir abusos e assegurar uma remuneração mais justa aos trabalhadores.
A ideia é estabelecer um ambiente laboral mais transparente, beneficiando os trabalhadores e os empresários envolvidos no segmento.
Expectativas com as mudanças propostas
A modernização das normas trabalhistas é vista como uma estratégia para fortalecer a economia formal e alinhar o Brasil a tendências internacionais de proteção aos trabalhadores. Esperam-se desafios na articulação política necessária para garantir a aprovação desses projetos.
Convencer parlamentares resistentes e fazer negociações que não prejudiquem demasiadamente o setor empresarial serão essenciais. A meta é avançar em um contexto de desenvolvimento socioeconômico harmonioso.




