O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber visitas de sua esposa, Michelle Bolsonaro, e de seus filhos na Superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF).
Bolsonaro foi preso preventivamente no último sábado (22), após tentar violar sua tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda.
A prisão de Bolsonaro
Bolsonaro está detido preventivamente, medida decretada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, que alegou risco de fuga.
As condições de seu monitoramento foram reforçadas após a tentativa de violação do dispositivo eletrônico, levando à detenção do ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal.
Apoio da família
No mesmo dia da prisão, Michelle Bolsonaro, que estava em Fortaleza (CE), cancelou compromissos para retornar a Brasília. Seus filhos, Flávio e Carlos Bolsonaro, já estavam na capital federal.
Regras para visitas
A defesa de Bolsonaro argumenta que as visitas familiares são essenciais para garantir o cumprimento de direitos humanitários.
Alexandre de Moraes autorizou que Carlos, Flávio e Renan Bolsonaro realizem visitas ao pai, cada uma com duração máxima de 30 minutos.
Alegação de “surto”
Durante uma audiência de custódia, Bolsonaro declarou que teria sofrido um episódio de confusão mental, paranoia e alucinações, causado pela interação entre dois fármacos psiquiátricos: pregabalina e sertralina.
Segundo ele, esse efeito adverso teria desencadeado a ideia de que havia escutas na tornozeleira eletrônica que usava, o que o levou a tentar violar o dispositivo. Esse relato consta na ata da audiência, onde ele afirma que a “paranoia” começou entre a noite do dia 21 e a madrugada de 22.
O boletim médico juntado à defesa reforça essa versão e a equipe médica indica que o episódio “possivelmente” foi induzido por pregabalina, prescrita por uma médica diferente daquela que receitou a sertralina. Até o momento, Bolsonaro continua detido.




