Um avião monomotor colidiu com um prédio residencial no Bairro Silveira, região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira, 4 de maio. O acidente deixou três mortos e dois feridos. A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16, segundo a NAV Brasil.
As vítimas fatais são o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, 34 anos; Fernando Moreira Souto, 36, filho do prefeito de Jequitinhonha, Nilo Souto, que ocupava o assento do copiloto sem exercer essa função; e Leonardo Berganholi Martins, 50, que morreu no Hospital João XXIII após o resgate.
Logo após decolar, o piloto relatou dificuldades para ganhar altitude e emitiu um alerta de emergência via rádio à torre de controle, conforme a NAV Brasil.
A aeronave atingiu o edifício entre o terceiro e o quarto andar e partes da fuselagem ficaram presas na estrutura do prédio.

Quem era dono do avião
A aeronave, de prefixo PT-EYT, está registrada na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em nome de Flávio Loureiro Salgueiro.
Consta ainda como operadora a empresa Inet Telecomunicações Ltda., de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Em nota, a Inet informou que não é mais proprietária do monomotor e que nenhum de seus colaboradores estava a bordo.
O modelo é um Embraer EMB-721C, conhecido como “sertanejo”, fabricado em 1979, com capacidade para cinco passageiros além do piloto e peso máximo de decolagem de 1.633 kg, conforme dados da ANAC.
O avião havia renovado o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) em abril de 2026, com validade até 1º de abril de 2027.
Ainda segundo o CENIPA, vinculado à FAB, a aeronave não acumulava nenhum registro de incidente nos mais de dez anos de histórico do órgão. A ANAC informou ainda que o avião não possuía autorização para operar como táxi aéreo, o que veda o transporte comercial de passageiros.
A investigação
Investigadores do SERIPA III, com sede no Rio de Janeiro, chegaram a Belo Horizonte para iniciar a apuração das causas do acidente.
A Polícia Civil de Minas Gerais conduz investigação paralela e prevê verificar se houve ingestão de álcool pelo piloto antes da decolagem.
A delegada responsável, Andréa Pochmann, informou em coletiva que uma testemunha relatou irregularidades já na decolagem do avião na Pampulha.
Os passageiros sobreviventes, Arthur Schaper Berganholi, 25, e Hemerson Cleiton Almeida Souza, 53, foram encaminhados ao Hospital João XXIII com fraturas graves.





