Pesquisadores da Universidade de Tampere, na Finlândia, descobriram que bactérias comuns na boca podem contribuir para ataques cardíacos.
Publicado na revista Journal of the American Heart Association, o estudo revelou que essas bactérias afetam placas de aterosclerose em artérias cardíacas, aumentando o risco de infartos.
Realizado com amostras de 121 pacientes que faleceram subitamente e 96 que passaram por cirurgias, o estudo enfatiza a relevância da saúde bucal na prevenção de doenças cardiovasculares.
A conexão entre boca e coração
A presença de bactérias orais, particularmente do grupo Streptococcus viridans, foi identificada em cerca de metade das placas coronarianas analisadas.
Estes microrganismos foram encontrados em pacientes que sofreram morte súbita e em outros submetidos a procedimentos cirúrgicos cardíacos.
A descoberta ressalta que estas bactérias podem permanecer indetectáveis pelo sistema imunológico devido ao biofilme protetor que formam, desencadeando inflamações que enfraquecem placas coronárias e podem provocar infartos.
A importância da higiene bucal na saúde cardiovascular
Tradicionalmente vista apenas sob o aspecto estético, a saúde bucal é agora reconhecida como essencial para prevenir problemas cardíacos.
Estudos anteriores já haviam sugerido a influência da saúde oral sobre o coração, mas este estudo forneceu evidências mais detalhadas sobre o impacto dessas bactérias.
As infecções bucais podem permitir que microorganismos entrem na corrente sanguínea, exacerbando condições como aterosclerose e aumentando o risco de eventos cardíacos e cerebrovasculares.
Como reduzir riscos
Manter uma boa higiene bucal é vital para minimizar riscos cardiovasculares. Escovar os dentes regularmente, usar fio dental e realizar visitas frequentes ao dentista são medidas que evitam a formação de biofilmes prejudiciais.
Adicionalmente, controlar fatores como colesterol alto e hipertensão continua sendo essencial. Esta pesquisa lança luz sobre a relação complexa entre saúde bucal e doenças cardíacas.
Enquanto mais estudos são necessários para compreender completamente como as bactérias orais afetam placas arteriais, os achados atuais já sugerem que tratamentos futuros podem focar em controlar a microbiota oral para prevenir ataques cardíacos associados a infecções bucais.




