Militares britânicos saltaram de paraquedas em Tristão da Cunha, no Atlântico Sul, após a confirmação de um caso suspeito de hantavírus em um cidadão britânico na ilha.
A operação levou uma equipe médica, oxigênio e suprimentos a um dos territórios habitados mais remotos do mundo.
De acordo com o governo do Reino Unido, a missão ocorreu depois que a Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido (UKHSA) confirmou, na sexta-feira, 8 de maio, a suspeita da doença. A ilha não tem aeroporto e costuma receber acesso apenas por barco.
Como foi a operação
A equipe saiu da base da Força Aérea Real (RAF) em Brize Norton, na Inglaterra, em uma aeronave A400M. Em seguida, o grupo passou pela Ilha de Ascensão antes de seguir para Tristão da Cunha, com apoio de reabastecimento aéreo.
Segundo o Ministério da Defesa britânico, seis paraquedistas, um consultor médico da RAF e uma enfermeira do Exército participaram da ação.
Além disso, equipamentos médicos e cilindros de oxigênio chegaram ao território por lançamento aéreo.
Por que a ilha preocupa
Tristão da Cunha fica no meio do Atlântico Sul e integra os territórios ultramarinos britânicos. Por causa do isolamento, a comunidade local conta com estrutura limitada de saúde, o que aumenta a complexidade de qualquer atendimento urgente.
O governo britânico informou que a operação teve caráter humanitário e buscou reforçar a assistência médica disponível na ilha. A Reuters classificou a ação como inédita para o Reino Unido no envio de apoio médico por paraquedas em uma emergência humanitária.
Entenda o hantavírus
O hantavírus pode causar doença grave em humanos e costuma ter relação com contato com urina, fezes ou saliva de roedores contaminados. No caso investigado, o paciente esteve ligado a um cruzeiro que registrou casos da doença.
Ainda assim, as autoridades não divulgaram detalhes clínicos completos sobre o paciente. Agora, a equipe enviada deve reforçar o atendimento local e acompanhar a situação de saúde na ilha.




