O Telescópio Espacial Hubble está em rota de colisão com a Terra, com sua queda prevista pela NASA para ocorrer entre 2029 e 2040, sendo 2033 o ano mais provável.
Desde seu lançamento em 1990, o Hubble revolucionou a astronomia, mas agora enfrenta um declínio irreversível, principalmente causado pelo arrasto das camadas superiores da atmosfera terrestre.
As missões de manutenção, que antes garantiam o impulso do telescópio para órbitas mais altas, foram encerradas com o fim do programa de ônibus espaciais, deixando o Hubble à mercê de sua trajetória atual.
Reentrada do Hubble
A reentrada do Hubble na atmosfera não será controlada, levantando preocupações sobre os riscos de seus destroços atingirem o solo.
A NASA estima que, embora a possibilidade de danos seja baixa, os riscos em cenários desfavoráveis são mais altos do que os padrões de segurança aceitáveis.
Contribuições significativas do Hubble
O Hubble trouxe contribuições inestimáveis à ciência, como a determinação precisa da idade do universo em cerca de 13,8 bilhões de anos e a descoberta da expansão acelerada do cosmos.
Revelou fenômenos como a energia escura e forneceu imagens impressionantes de galáxias e outros corpos celestes. Essa longevidade só foi possível devido a manutenções essenciais, agora inexistentes, que prolongaram sua operação ao longo dos anos.
Sem novas missões planejadas para alterar sua órbita, o Hubble desce lentamente, sendo afetado pelo aumento da densidade atmosférica, intensificada pela atividade solar. Este fator é chave na previsão do tempo restante antes de sua reentrada.
Cenário futuro e iniciativas privadas
A previsão da reentrada do Hubble entre 2029 e 2040 leva em consideração variáveis, como a atividade solar e a densidade populacional das áreas sob sua trajetória.
Projetos privados, como o liderado pelo ex-CEO do Google, Eric Schmidt, com o telescópio Lazuli, estão em desenvolvimento. Previsto para ser lançado em 2029, o Lazuli representa um marco na exploração espacial totalmente financiada por recursos privados.
Com avanços tecnológicos significativos, esses novos telescópios podem garantir a continuidade das pesquisas espaciais.




