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Após 65 milhões de anos, descobriram um novo animal que sobreviveu a extinção dos dinossauros

Por Milena Armando
12/01/2026
Em Geral
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Após 65 milhões de anos, descobriram um novo animal que sobreviveu a extinção dos dinossauros

Foto: Mais Conhecer

A descoberta de fósseis de dentes de multituberculados na bacia de San Juan, Novo México (EUA), lançou novas luzes sobre a resiliência dos mamíferos durante a era dos dinossauros. 

Esse grupo de mamíferos extintos coexistiu com os dinossauros por aproximadamente 126 milhões de anos. Análises datam os fósseis em 65 milhões de anos, no período de extinção conhecido como K-Pg. 

Essas descobertas destacam a capacidade dos mamíferos de adaptar-se a catástrofes ambientais.

Resiliência dos multituberculados

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Os multituberculados, reconhecidos por sua dentição complexa, sobreviveram a grandes mudanças ambientais durante o Cretáceo. Sua dieta variada, que incluía vegetação e pequenos insetos, demonstra adaptação notável. 

Este grupo possuía capacidade de diversificação rápida, ocupando nichos ecológicos variados enquanto outros grupos desapareceram. Essa adaptabilidade permitiu que algumas linhagens sobrevivessem após a extinção em massa do K-Pg.

Esses mamíferos antigos, assemelhados a roedores, provaram ser essenciais na transformação dos ecossistemas terrestres. Sua sobrevivência após a extinção dos dinossauros não aviários permitiu a diversificação de mamíferos subsequentes. 

Os fósseis em questão elucidam a evolução ativa durante a era dos dinossauros, contrariando a visão de que mamíferos eram figuras secundárias nesse período.

Adaptabilidade durante a extinção do K-Pg

O evento K-Pg, ocorrido há 66 milhões de anos, resultou na extinção de muitos grupos de animais. No entanto, algumas espécies de multituberculados sobreviveram. 

Sua adaptabilidade garantiu sua presença contínua em um mundo agora menos competitivo, o que permitiu que eles evoluíssem e diversificassem, contribuindo para os ecossistemas terrestres naquele tempo. 

Esse grupo de mamíferos se sobressaiu em um ambiente pós-cataclísmico. Eles aproveitaram as novas condições ambientais, ocupando habitats e dietas anteriormente dominados por outras espécies. 

Auxílio da tecnologia na descoberta

Com o auxílio de tecnologia avançada, como a tomografia computadorizada, cientistas estão revelando novos detalhes sobre os multituberculados. Essa análise revelou características biológicas essenciais, aprofundando o entendimento sobre seu papel ecológico. 

As descobertas fornecem elementos fundamentais para entender a evolução de mamíferos e sua adaptação a mudanças ambientais drásticas.

Essas análises permitiram que pesquisadores observassem detalhes precisos da dentição e anatomia dos multituberculados, aumentando o conhecimento sobre seus hábitos alimentares e comportamento. 

Tais observações conduzem a uma compreensão mais rica sobre como esses mamíferos sobreviveram em um mundo em mudança.

Tags: descobertafóssilmultituberculados
Milena Armando

Milena Armando

Jornalista, redatora e revisora.

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