A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última segunda-feira (2), a apreensão dos suplementos alimentares Glicojax e Durasil em todo o território nacional.
A decisão atinge produtos cuja origem não foi devidamente comprovada e que vinham sendo divulgados com promessas de benefícios à saúde sem respaldo científico.
De acordo com a agência, os suplementos infringiram normas sanitárias que proíbem a atribuição de alegações terapêuticas a suplementos alimentares, categoria que não pode ser associada à prevenção, tratamento ou cura de doenças.
Apreensão no mercado de suplementos
Segundo a Anvisa, o Glicojax era promovido com alegações de controle da glicose sanguínea e auxílio à saúde cardiovascular. Essas promessas extrapolam o que é permitido pela regulamentação vigente, que veda a divulgação de efeitos terapêuticos sem comprovação científica e autorização específica.
O Durasil, comercializado em gotas, também apresentava propaganda irregular, com promessas de alívio de dores e melhora da função erétil. Assim como no caso do Glicojax, não havia evidências científicas que sustentassem essas afirmações.
Diante das irregularidades, a Anvisa determinou a proibição da fabricação, comercialização, divulgação e uso dos dois produtos. A medida tem caráter preventivo e busca resguardar os consumidores de informações enganosas e expectativas infundadas relacionadas à saúde.
Desafios e perspectivas para o setor
O caso reacende a discussão sobre a necessidade de fiscalização constante no mercado de suplementos alimentares, que cresce rapidamente e, muitas vezes, é marcado por estratégias de marketing que ultrapassam os limites permitidos pela legislação.
Garantir que o consumidor tenha acesso a informações precisas e baseadas em evidências é essencial para evitar a propagação de propaganda enganosa. A educação do público sobre o que, de fato, são suplementos alimentares, e quais são seus limites, também se mostra fundamental.
Ao mesmo tempo, a ação da Anvisa funciona como um alerta para empresas do setor, reforçando a importância do cumprimento rigoroso das normas sanitárias e regulatórias, sob pena de sanções e retirada de produtos do mercado.




