A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre os riscos do uso indevido das chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos originalmente indicados para o tratamento de diabetes e obesidade.
O comunicado destaca os perigos do uso dessas substâncias sem a orientação de um profissional de saúde. Entre os principais riscos apontados está a pancreatite, uma inflamação grave do pâncreas que pode evoluir para quadros graves e até fatais.
O objetivo do alerta é conter o uso indiscriminado desses fármacos, que vêm sendo buscados como soluções rápidas para a perda de peso, sem a devida indicação clínica.
Detalhes do comunicado da Anvisa
O alerta é válido para todo o território nacional. A Anvisa orienta que médicos e pacientes redobrem a atenção quanto ao uso dessas medicações, frequentemente adquiridas pela internet ou em estabelecimentos não regulamentados.
Entre os princípios ativos envolvidos estão a semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida, presentes em medicamentos como Ozempic, Saxenda, Trulicity e Mounjaro.
Além da pancreatite, há o risco de evolução para formas mais graves da doença, como a pancreatite necrosante, com potencial desfecho fatal.
Uso indevido e automedicação
Outro ponto alertado é a automedicação. Muitas pessoas utilizam essas canetas com fins estéticos, sem prescrição médica e sem diagnóstico que justifique o tratamento, o que aumenta o risco de complicações.
Mesmo medicamentos aprovados e legalmente comercializados podem causar efeitos adversos graves quando usados de maneira inadequada.
A Anvisa reforça que, embora esses fármacos já apresentem risco aumentado de pancreatite em pacientes com diabetes ou obesidade, o perigo pode ser ainda maior quando utilizados sem finalidade terapêutica.
Medidas de controle e regulamentação
Desde 2025, a venda dessas medicações no Brasil passou a exigir retenção da receita médica, seguindo um modelo de controle semelhante ao adotado para antibióticos.
A comercialização deve obedecer às diretrizes da Instrução Normativa nº 360/2025, que regulamenta a venda desses produtos. Além disso, as indústrias farmacêuticas foram orientadas a reforçar nas bulas as informações sobre riscos e o uso correto dos medicamentos.
Monitoramento e prevenção
A Anvisa permanece em estado de vigilância, buscando aprimorar os mecanismos de controle e fortalecer o monitoramento do uso dessas substâncias.
É fundamental que profissionais de saúde estejam atentos aos sinais de possíveis complicações e orientem a interrupção imediata do uso ao menor indício de efeitos adversos.
Manter-se informado e agir com responsabilidade é essencial para preservar a saúde e garantir que esses medicamentos sejam utilizados de forma segura e adequada.




