No Reino Unido, a agência reguladora de medicamentos MHRA emitiu um alerta sobre o risco de pancreatite associado ao uso de medicamentos como Wegovy e Mounjaro.
Esses fármacos, prescritos principalmente para diabetes tipo 2 e controle de peso, foram ligados a casos graves de inflamação do pâncreas. Desde 2007, foram registradas mais de 1.300 notificações de pancreatite relacionadas a esses medicamentos, incluindo 19 casos fatais.
Entendendo o alerta
Embora a pancreatite seja um efeito colateral raro, ela pode evoluir para formas graves, como a pancreatite necrosante, em que o tecido pancreático é destruído pela inflamação. A MHRA alertou profissionais de saúde e pacientes sobre esse risco potencial, reforçando a necessidade de monitoramento.
Wegovy e Mounjaro são agonistas de GLP-1, hormônios que aumentam a sensação de saciedade e ajudam a controlar o apetite. O sucesso na perda de peso contribuiu para sua popularidade, mas o uso deve ser supervisionado de perto devido aos riscos associados.
Sintomas de alerta
Os sinais de pancreatite incluem:
- Dor abdominal intensa, frequentemente irradiando para as costas;
- Náuseas;
- Vômitos.
A presença desses sintomas exige atenção imediata, permitindo que o tratamento seja ajustado antes que a condição se agrave.
Cuidados e contraindicações
O uso de Wegovy e Mounjaro requer orientação médica rigorosa. Eles não são recomendados para pessoas com histórico de pancreatite, gastroparesia ou certos tipos de câncer de tireoide. Mulheres grávidas ou lactantes também devem evitar esses medicamentos.
Manter comunicação constante com profissionais de saúde permite ajustes individuais no tratamento e a identificação precoce de possíveis complicações.
Impacto global
Embora o alerta tenha sido emitido no Reino Unido, ele serve como sinal de atenção para a comunidade médica internacional, incluindo o Brasil. A prática responsável e o acompanhamento médico são essenciais ao utilizar medicamentos que, apesar de eficazes, podem apresentar riscos graves.
O alerta reforça a importância de os pacientes informarem seus médicos sobre quaisquer efeitos adversos e seguirem as orientações médicas. Profissionais de saúde devem permanecer atualizados sobre os riscos e benefícios desses tratamentos para orientar seus pacientes de forma segura.




